sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O NUNCA SEMPRE FOI SEMPRE PRA VOCÊ



Fiz tão pouca poesia do teu amor
Talvez porque fosse pouco
Fiz poesia de todos os outros,
que cruzariam o meu caminho
De todos...
Até dos mais passageiros
Até dos sonhos
Fiz poesia para o virtual, para o carnal,
Até para o animal
De você, poesia eu fiz no final
Se houvesse um livro para a tua história,
deveria ser em negativo
Pois é história avessa, de ponta cabeça,
Do teu lado, não louvei o amor,
Cantei tantos sentimentos contrários,
Sofri calada, chorei penada,
Tinha medo do que vinha de você,
Tinha mais medo do que não vinha
E, não vinha nunca...
O nunca, sempre foi sempre com você,
Até hoje, não sei porque me quis
Foi só pra me jogar fora?
E a vingança chegou a mim,
Silenciosa, quase muda
Virei pesadelo na tua vida
E por não conseguir me esquecer,
jogou o futuro fora, de novo...
Você não se cansa nunca, de jogar pessoas fora?
De descartar destinos,
De deletar oportunidades?
Peço a Deus, que te dê vida longa e saudável,
Para que possa assistir em pé, o meu sucesso...

Vera Celms

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

TEMPO MANSIDÃO







Meus olhos perdem o brilho
Buscam conforto em grossas lentes,
evitando a intensidade das luzes,
sem declinar das palavras
Não esqueci da adrenalina do abismo
Nem do prazer das manhãs de primavera
Nem do aerado luar outonal -
empurrado gentilmente pelo dourado fim de tarde
Não desisti de procurar
Nem de esperar
Nem de lutar
Também não de lembrar;
Nem do que preciso não repetir
Ou do que busco para não desistir
Ainda sei chorar de tristeza, emoção, alegria
Ainda sei sorrir de alegria, constrangimento, emoção
Volto atrás se preciso for
Nem que seja pra tomar impulso pra saltar pra mais longe
Não desisti de sonhar
Nem de fazer planos
Muito menos de intensos gozos,
Só aquietei-me o suficiente,
contra o confronto
ou pelo conforto
Depois de alguma vida vivida,
seria mesmo justo, que me desse alguma mansidão...

Vera Celms
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

COLO MATERNO



imagem:  COLO DE MÃE - LENA GAL (colhida na Internet)

Colo de mãe
Concha eternal, divina,
Escudo do mundo
Que espanta monstros
Fantasmas, seres do horror
Tal como na concha do ventre
Protegido ser,
o pequeno dorme,
despreocupado,
esquecido de todos os males
O colo materno,
É antídoto para todos os venenos
Fluido para todos os éteres
Solvente para todas as grossas idéias
pesadas vibrações,
e densas imagens
Contra a materialização de todos os medos
E perigos, e ameaças e infortúnios
Lugar santo, imaculado que produz alegria
Zona neutra de onde brota toda a esperança
Véu invisível que cobre o pequeno corpo
Esconderijo perfeito que nos torna imperceptíveis
Gruta mágica que nos torna invencíveis
Caverna encantada que nos faz indetectáveis
Onde a proteção é máxima,
Na luz divina
Da sombra predatória
No colo materno somos anjos, etéreos
Inalcançáveis, inconquistáveis, indispertáveis,
Contagiantes e memoráveis
O colo materno é o mundo todo
E lugar algum

Vera Celms
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

HOJE NÃO TEM





Hoje não tem garrafa cheia,
Não tem pudor que impeça
Não tem falar que conte
Nem nada que desconte
Hoje não, amanhã talvez

Vera Celms
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