sábado, 15 de setembro de 2018

ALÉM DAS CERCAS DE TODAS AS COISAS




Além das cercas dos parques,
onde sorriem as rangentes gangorras
Corre uma cidade
A cidade é de verdade...
Sons, flagrantes e o sol
Batalhas a serem escolhidas
Laçadas, seduzidas, capturadas
Suculentas degustadas
Não há como fingir não ver, ignorar
Sorria para capturar sorrisos
Verseja para capturar estrofes,
poemas inteiros,
Empreste, combine acordes,
para capturar harmonias, musicas inteiras
E dance pela rua,
pelos bares, pelos lares, pela lua
A nossa alegria tem leves pés,
necessário ousadia
Nossas dores tem leve o sono,
requerem cautela e cuidados
Não espere saltar para mergulhar
num mar de pétalas,
o fundo de verdade, é de pedras

Vera Celms
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segunda-feira, 16 de julho de 2018

SIMBILANTE





Não sabe o que dizer diante de mim
Perde o gesto
Perde o rumo e a direção
Perde a coragem
Comece a sibilar
Sussurre
Balbucie
Ensaie
Sibile, disfarçando o sim
Se preciso, inspire-se no farfalhar das folhas,
que secas, correm atrás do vento...
que verdes, saracoteiam arrepiando-se por ele
Vamos, um sim é quase um vento,
que escapa sem querer, entre dentes semicerrados
Lance um olhar dengoso,
malicioso, cheio de intenções
Eu colherei todas, capturarei-as em pleno voo
e entenderei afinal um sim...
Sonoro, suculento e vibrante
cheio de razão, expressão e intenção
Achegue-se enfim...
Esteja ao meu alcance
Não resista, não disfarce,
O mais eu farei, por nós...
Deixa eu te conquistar?

Vera Celms
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domingo, 15 de julho de 2018

PRAZER, NÃO PECADO





Depois que descobri                                               
que não preciso do escuro pra sentir prazer
Saí te desejando a toda ora
Ora sim, ora também
Pra todo lado
De todo jeito
Sob sol a pino
A meia luz, de velas
Na alta noite sem luar
Sob a lua cheia de intenções
Depois que descobri
que não preciso do escuro pra sentir prazer
Descobri que te querer não é pecado,
Pecado nem existe
É invenção humana,
desumana
desnorteada, enganada e boba
sem noção,
Que nunca soube o que é querer você

Vera Celms
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