quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ANO NOVO



FELIZ 2010 A TODOS

CHEIO DE REALIDADES FELIZES...

A CADA MOMENTO, DE CADA DIA,

DE TODOS OS MESES DO ANO TODO...

BEIJOS E OBRIGADO PELO PRESTIGIO
E PELA COMPANIA. VEM COMIGO EM
2010 TAMBÉM...

domingo, 27 de dezembro de 2009

RETALHOS DE CETIM - BENITO DI PAULA

FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA - com o mestre PAULINHO DA VIOLA

LUZIR



Como a fusão de duas luzes,

Que se somam e se acrescentam

Assim são nossos olhares quando se cruzam

Como a reação de dois elementos químicos

Que se mesclam, se fundem e se definem

Assim são nossos corações juntos

Nossos caminhos têm muitas vias comuns,

Vários caminhos que se entroncam,

Se dividem, se bifurcam,

E nos levam enfim, aos mesmos lugares

Loucos os caminhos da paixão,

Doces são os efeitos

Intenso o luzir,

Nos consentimos o mesmo querer,

Nos desejamos com a mesma volúpia,

Nos possuímos com a mesma aquiescência,

Afinal, nossos sentimentos tem a mesma essência,

O mesmo gosto,

O mesmo toque,

O mesmo desejo nos move,

A mesma temperatura nos molda,

Nos dobra, nos quebra e nos devolve a forma,

Somos feitos do mesmo material dos sonhos,

Conhecemos o mesmo lugar dos anjos,

Nos concedemos o mesmo pulsar

Evaporamos e transcendemos na mesma volatilidade

Incendiamos com a mesma força

E adormecemos na mesma satisfação,

Depois do amor...


Vera Celms


domingo, 20 de dezembro de 2009

FESTAS



Fui homenageada,

Não faz muito tempo,

Alugaram o salão,

Enfeitaram com as minhas flores prediletas,

Mesa farta; pratos exuberantes, doces finos,

Salgados os mais diversos, tira gostos, sobremesas

Champanhe, licores, whiskies, conhaques,

Refrigerantes, sucos, ponches,

Todos os meus amigos,

Os meus parentes todos,

Todos os meus afetos,

Até alguns desafetos,

Afinal, ninguém tem obrigação,

De conhecer o meu coração,

Todos trouxeram presentes,

Com papeis de presente os mais diversos,

Nas minhas cores preferidas,

Perfumes, jóias,

Telão, locutores, mestre de cerimônia,

Musicas pra todos os gostos,

Carros bonitos chegando o tempo todo,

Broches e brioches...

Luzes e brilhos,

Estroboscópio, caleidoscópio,

Luz negra,

Roupas de festa; fraques, casacas,

Longos e caudas...

Brincos, colares e pulseiras,

Maquilagem, penteados, hair spray,

Sapatos lindos, personagens todos...

Purpurinas, gliters,

Enfeites os mais diversos; festões, bolas, pinhas,

Pisca piscas, neve artificial, arvore enfeitada, renas

Pingentes e correntes,

Bolo, confeitaria completa,

Balas, prataria, pirataria, “artilharia”,

Convites rspv

Nota no jornal, coluna social,

Critica e publico,

Tudo foi exatamente perfeito

Estupendamente maravilhoso,

Não fosse terem esquecido de me convidar,

Deve ser assim que JESUS CRISTO se sente todo ano...

FELIZ NATAL...


Vera Celms


domingo, 13 de dezembro de 2009

CABANINHA...



Difícil enxergar a história

Pelo furo das solas dos sapatos,

E não é pela auto suficiência, que aprendemos a orar...

Pois, a fé não nasce na casa da certeza...

E a escuridão só esconde, o tamanho dos medos,

Assumamos os riscos da honestidade

A mentira, é só um lugar

Pra onde correm para se esconder,

Os possíveis sobreviventes

Tanto me esforcei,

Para trancar a verdade do lado de fora do coração,

Até que ela assumisse,

Que era lá que pretendia morar,

E eu, que colecionava lágrimas,

Acabei me perdendo na depressão,

Afinal, acostumei a ser o salva vidas, não o afogado,

E para quem tranca o peito por dentro,

A graça, a auto comiseração e a solidariedade,

São pouco atraentes ou até desconhecidas...

Encontramos identidade e valor na mutilação,

E acabamos conhecendo a doença como troféu...

Inegável, guardada junto com a força que possuímos

Sentindo minar, vazar,

Escoar pelo ralo da solidão

Do quarto escuro,

Pelo silencio do isolamento

Pelo conforto do nosso próprio leito, do nosso colo...

Afinal, como podemos ter certeza,

De que interpretamos corretamente as leis e regras,

Se as lemos sozinhos sempre?

Ou confiamos na força divina

Ou, simplesmente agimos conscientemente,

Da forma mais honesta e reta

Sem nem parar para pesar

Como conduta, no piloto automático,

Sem radar...

AMÉM !!!

Vera Celms


domingo, 29 de novembro de 2009

UM DIA EU AMEI



O que faço com tudo isso?

Caminhei por tantos lugares,

Busquei em tantos mares,

Aprendi a voar bem alto,

E agora, depois de tanto caminho percorrido,

Depois de tanta experiência adquirida,

Encontro você,

Como eu, chorando solidão...

Tanto fez, tanto fez...

Tanto me buscou, que me encontrou...

Um dia inteiro de amor vadio,

Te encontrei na estação de chegada,

Te levei pela mão pra procurar o futuro,

Depois de tanta provocação...

Noite de amor rápido e furtivo,

Corpo cansado, meio sonâmbulo, faminto,

Encheu meu cesto de flores,

Enfeitou meus cabelos também,

Te recebi com meu melhor sorriso,

E o mais radiante brilho no olhar,

Terminada a noite, embalou tudo o que ofereci,

Deu um “laço de fita” com as palavras que trouxe,

E na porta da estação de partida,

Jogou na rua, como sobras,

Foi embora e não olhou mais para trás,

Lançou-me à distância mais uns fiapos de palavras vagas,

Bateu a linha do destino na minha cara,

E agora, o que faço com tudo isso?

Nesta altura da vida?

Não vou sofrer desta vez.

Vou amassar tudo como você fez,

Também não vou jogar fora,

Para não enfeiar meu coração...

Vou transformar em poesia o meu sofrimento,

E minha dor em canção,

Vou manter vivo o meu sentimento...

Que seja na lembrança de um momento,

E pra toda a vida lembrar,

Que um dia, por tarde que fosse,

Me permiti me apaixonar,

Por alguém que, pra mim de solidão, só soube chorar,

Nisso tudo, de uma só coisa tenho certeza...

Pelo menos, eu me entreguei...

EU AMEI...


Vera Celms