sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ESTALOS


Quantas vezes não questionamos nossos atos?

Quantas vezes não estranhamos nossas decisões?

Quantas vezes não nos deparamos com momentos que,

queríamos que não existissem ou que retornassem.

Estalos da razão ou coisas do coração que não sabemos como,

Decisões, que até que as nuvens se encubram, não medimos as

conseqüências

Caminhos trilhados e que até nos descobrirmos sós são suaves

Que bom seria poder deixar de somente sonhar e tomar-te nos

braços,

E então sonhar no calor dos teus beijos,

No embalo do teu carinho tão necessário,

Que saudade de você!!!

Não sei quem inventou o mundo sem você

Não sei como pude ser tão tolo ao imaginar que poderia

prosseguir sozinho...

Preciso de você,

Espero que volte pra mim,

Nem que para isso tenha que reinventar o mundo

Nem que para isso tenha que fazer de conta que nada

aconteceu.

E te conhecer de novo,

Me deixa te conquistar?

Não hoje, não amanhã, mas todo dia

Dia a dia, pra sempre

Sozinho não mais,

O mundo não existe mais sem você

Te amo... agora mais que nunca,

Volta pra mim!!!

Vera Celms


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

POR HOJE


Por hoje me basta um pouco de você.

Tomo seu braço neste momento,

Crio tudo o mais em torno...

Imagino você, como eu quiser.

Talvez aproveite algo do seu sorriso,

Talvez algo do seu olhar,

Seu nariz não seria o foco, é imponente demais.

Uma perna?

Não, acho que você não estaria mais aqui no final de você.

O corpo nunca mexeu muito comigo,

Dele não usaria nada.

Do seu caráter? Não tenho elementos para decidir

Da sua personalidade? Desculpe, continuo fugindo de problemas

De sua aparência geral?

Da sua voz?

Do seu jeito?

Da sua ausência?

ISSO!!! o seu perfume!

Seu perfume é inesquecível!

Jamais vou me esquecer da dor de cabeça que levei depois do nosso ultimo contato.


Vera Celms


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

OLHOS IMPRESSIONANTES


Olhos impressionantes.

Grandes, contra a pele cafuza.

Cílios longos, negros.

Olhos expressivos, profundos.

Olhos impressionantes!

Olhos negros, olhos negros.

O mistério a beira do abismo, chorando...

O capricho a beira do abismo, espiando pra dentro.

O brilho do dia nas águas tristes,

O brilho da lua nas águas excitadas.

Nunca se viu tanto brilho, nem tantas emoções tão rasas.

Espelho de fundo negro, inconstante.

Bailando diante do sossego de tantos olhares.

Cadência alegre contagiante.

Provocando manso e despreocupado.

Passa como quem não viu.

Permanece como quem não quer.

E enlouquece como quem não pretende.

Vera Celms


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A BUSCA CONTINUA...


A vida inteira não foi o bastante.

Minha bússola esteve sempre enganada,

Na ponta da agulha, caminhos tortuosos,

Bons resultados...

Mas, só eu sei a que meios!!!

Busco hoje alguém diferente.

Grande por dentro e por fora,

Com densidade bastante

Com elementos bastante

Com fios descascados o bastante...

Capaz de grandes curto circuitos...

Ou, com maturidade bastante para separar os fios se necessário.

Que conheça a beira do abismo, sem medo de altura...

E sem preconceitos de fugir dele...

Que tenha braços fortes para me abraçar, ou para me impedir o salto.

Ou para me carregar no colo se tiver de me socorrer...

Que abra os olhos sem medo quando brilharem de paixão ou de prazer...

Ou quando inundados de emoção ou medo...

Que saiba ouvir o som dos pássaros ao amanhecer

Mas que também saiba da embriaguez do silêncio da madrugada...

Que saiba do prazer do vinho no tapete da sala, da música

Mas também do riso incontido, do gozo e do beijo efervescente...

Que me relembre a doçura do adormecer recostada no peito, no braço e no abraço...


Vera Celms


domingo, 25 de janeiro de 2009

BOM-DIA?


Vai de nós o que fazemos de nós.

Vai de nós o dia que desejamos ter.

Vai de nós como os outros nos vêem.

Acordamos de manhã e ao abrir os olhos,

lembramos de todos os nossos demônios

e a primeira coisa que expressamos, será um palavrão.

Então saímos da cama e não conseguimos calçar o chinelo,

Chegamos ao banheiro e a lâmpada queima ao tocarmos o interruptor

Chegamos a cozinha e o gás acaba,

no momento em que colocamos a água no fogo para o café.

Contingentes saímos decididos a tomar café na única padaria que temos no caminho

E, encontramos a porta de aço fechada com um aviso: “fechado por Luto”;

Chegamos ao escritório ‘esbaforidos’ após um caminho conturbado em pé no ônibus

Uma hora seguida,

E o olhar traduz uma ... certa irritação...

O dia não vai bem!!!

E não vai messssssmo... o dia pode acabar em previsões de desemprego...

Saaaaaiii maumor!!!

A mesma cena na manhã seguinte:

Amanhece chovendo; e ao abrir os olhos,

lembramos de tempos felizes em que não precisávamos defender a vida,

sentimos saudade... muuuuita saudade...

olhamos para o nosso presente com uma certa tristeza, com alguma nostalgia

e a primeira coisa que sai da nossa boca é um suspiro... triste e profundo

Então, saímos da cama com algum frio e calçamos o chinelo gelado com alguma contrariedade...

Chegamos ao banheiro e cochilamos sem sentir,

Chegamos a cozinha e esquecemos de adoçar o café.

Voltamos contrariados ao açucareiro e mal notamos o café da manhã.

Passamos pela padaria da esquina no piloto automático

sem nem vermos alguém que nos observa

e, meses de observação nossa estão perdidos desapercebidamente

chegamos ao escritório com um ‘bom-dia xoxo’

com um olhar apático

e o dia só passssssa!!!

E o dia só vai acabar quando tiver de acabar...

Na manhã do terceiro dia mesa cena;

Amanhece... e antes de abrir os olhos você se espreguiça longa e deliciosamente...

Boceja... pensa nos amigos, é sexta-feira, o sol brilha esfusiante,

Sentimos as forças recuperadas após uma maravilhosa noite de sono.

Olhamos em volta e tudo parece perfeito,

Saímos da cama cantarolando enquanto calçamos o chinelo

Chegamos ao banheiro e o espelho nos cumprimenta sorrindo

Chegamos a cozinha e a mesa posta para o café da manhã nos toma de surpresa...

Passamos pela padaria e aquela pessoa nos cumprimenta enfaticamente

Chegamos ao escritório lépidamente,

Afinal, tudo foi ótimo no percurso,

Só encontramos pessoas agradáveis, de bem com a vida,

Tudo transcorre otimamente bem

Olhamos no relógio e nos assustamos ao ver que o dia acabou!!!

Hora de balada, e o dia não devia acabar nunca mais.

Eis um dia que deveria ter 24, 36 horas e nem reclamaríamos...

Afinal...

Vai de nós o que fazemos de nós.

Vai de nós o dia que desejamos ter.

Vai de nós como os outros nos vêem.


Vera Celms