terça-feira, 31 de março de 2009

PROCURO VOCÊ...


Belos dias, eu me lembro.

Tantos dias,

Lembranças, todas,

Planos, quantos,

A conquista, o romance, a união de almas,

A família formada.

Linda família temos!

Mas onde ficaram as fantasias?

Como ficaram vazias as salas ao longo do tempo,

Quanto eco vem dos nossos corações agora,

O sentimento ainda é o mesmo?

Talvez o mesmo sentimento,

Regado de rotina,

De caminhos tão conhecidos,

Não há mais necessidade de canções,

De poesia,

De arrebatamento,

O lingerie ficou guardado,

No fundo de uma sua gaveta,

Meu perfume foi lavado,

E o teu toque desviado,

Para o teclado,

na solidão das noites insones,

O beijo nada mais passou a ser do que um ingresso,

Um passe livre,

Direto para o momento de carinho,

Que tantas vezes procuro como único oásis.

Mas, aonde ficaram as fantasias,

Como ficaram vazias as salas ao longo do tempo,

Quanto eco vem dos nossos corações agora,

São palavras que caem em ouvidos surdos,

São tentativas que batem em radar desgovernado,

O sentimento é o mesmo,

O mesmo que deveria ser regado dia a dia,

Todos os dias,

E me vejo aqui, em plena solidão a dois,

Aonde você está que não te vejo mais?

Aonde fomos?

Já não nos vemos com os mesmos olhos,

Nosso toque já é raro,

O que preparo para tua surpresa,

Pra te agradar, volta,

Com a indiferença do tempo passado,

Com a certeza que mais um dia vai raiar,

Exatamente igual a ontem,

A hoje,

O amanhã vai raiar,

O que vai acontecer?

Se um dia o sol insistir em não vir?



Vera Celms


segunda-feira, 30 de março de 2009

RECADO A GALERA

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domingo, 29 de março de 2009

ANSELMA


Figura rara.

1,80 m de altura, de estreitos quadris, de estreitos ombros, de estreita presença.

Em todo o seu comprimento, muito pouco de gordura lhe cobre os ossos. Olhar para Anselma, e não fica difícil imaginar, uma daquelas cenas de documentário cientifico, onde a caveira de alguém mastiga e podemos acompanhar a trajetória do alimento esôfago abaixo.

Belos cabelos longos, entretanto longos demais para alguém com tão pouca largura.

Os dentes, um pouco maiores do que o sorriso supostamente agüenta...

Os olhos grandes e inexpressivos, realçam o olhar que pouca, ou nenhuma simpatia traduz. E realmente, ninguém simpatiza com essa figura.

Anselma lembra ligeiramente, as imagens da Etiópia, onde os dentes e os olhos transmitem uma expressão de... fome... sim, fome... grandes olhos que olham lânguidos, sem nenhuma expressão, sem nenhuma comunicação, apesar da aparência bem tratada.

Os óculos disfarçam sutilmente a súplica por alimento que aquele olhar traduz. Mas a boca, apesar de grande, não é suficiente para cobrir a arcada um tantinho proeminente à frente.

Pernas muito longas, pés compridos e magros, definem, sob o parco quadril, uma garça sobre saltos.

Conforme já mencionei, nenhuma gordura lhe visita os ossos, fazendo de Anselma, uma tábua, uma prancha de surf, já que tem as formas levemente arredondadas, mas somente nas ‘extremidades’.

Simpatia não há naquele ser. Solidariedade não lhe conhece. Precise de Anselma e conte com o vizinho mais próximo. Alimente amizade por ela, e esteja fadado ao ‘ostracismo’, enfim, ao caminho do ‘inferno’, do qual ela deve ter sido em algum momento da vida guia turístico, pois o conhece como ninguém.

Não há comentário desinteressado que parta de uma mente como essa. Até o Capeta, perto dela deve ser cauteloso.

Nada escapa ao seu periscópio venenoso. Se ela tiver de ir a algum lugar, com certeza chegará antes do combinado para ver como as coisas estão. Certamente, se alguma situação inesperada a surpreender no local, antes mesmo de entende-la ou apurá-la providenciará a correção ou a punição aos responsáveis, ainda que lhes custe a cabeça.

Nada é sem intenção para Anselma e qualquer deslize ou escorregão, deve ser pago com a vida se possivel for.

Se precisar de um cão de guarda, ela irá na frente. Se precisar de um algoz, será ela a primeira voluntária.

Sua assinatura é feita com o sangue das vitimas em todas as situações, e ainda faz questão de deixar o canto da boca marcada como demonstração da autoria.

É literalmente uma pessoa do mal. Ninguém escapa da sua maldade. Seu anjo da guarda anda nu e excitado, pelo ombro de Anselma.

Bom gosto também não é um traço característico de sua personalidade. Além dos comentários nada cuidadosos, que revelam a superfície crispada e fumegante de sua personalidade, os trajes que enverga, são de uma gravidade máxima.

Impõe estampas de oncinha, dourados, sutis, mas dourados, vermelho com preto, toda de preto, além de modelitos que ficariam interessantes em figuras interessantes. Porém, nesta figura “apranchada” fica no mínimo chamativo, e porque não dizer, ridículo.

Só para elucidar a gravidade do quesito, Anselma usava outro dia para trabalhar, um modelito fúcsia, do tipo corsário, que deixavam a mostra os tornozelos da garça,com sandálias formais brancas.

Numa mulher exótica, ficaria primaveril talvez. Numa mulher comum ficaria exótico. Mas para Anselma algo a que chamaria, uma fantasia de ... marca texto... afinal, ela estava em cor fluorescente.

Pela altura que enverga, e pela cor em que se apresentou, poderia dizer que “marca texto” seria uma forma elogiosa de tratamento.

Diria, sem medo de errar que ela poderia ser comparada a um marcador de livros, a um abajour no canto da sala, aquele que facilita a leitura; quem sabe ainda, a uma luminária pública ou... um outdoor.

Melhor, Anselma como alegoria que se apresentava, era um verdadeiro carro abre-alas em noite de carnaval. Tão primaveril!!!


Vera Celms


sábado, 28 de março de 2009

RECADO A GALERA




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sexta-feira, 27 de março de 2009

SUSTANÇA


Nada mais ou menos,

Nada menos, nem a mais,

Nada tão puro, nada tão simples, nada vago,

Busco formato nas nuvens do porvir

Semelhanças nas silhuetas do horizonte,

Belas paisagens,

Lindas imagens da lua na madrugada insone,

Busco bons amores,

Busco recordações chacoalhantes

Busco vontades vibrantes,

Nada morno, nada insosso, nada manso,

Quero emoções fortes,

Pessoas efervescentes,

Gosto do vento, mas prefiro furacões,

Gosto da chuva, mas me excita a tempestade

Busco radicalizar sem ridicularizar,

Busco a contra partida, a contra mão,

As vezes me encaixo nos opostos,

Preciso dos holofotes,

Mas me encantam os bancos, as praças e as luzes da rua,

As velas, as estrelas,

A noite escura, as sombras...

Me fascina o nebuloso, o sinistro,

Me cativa o mistério e ainda mais o misterioso...

Gosto de sentir o frio na pele,

Na alma, e o arrepio do medo,

Gosto do amor, mas prefiro o fogo da paixão,

Aliás, prefiro levitar de tesão,

Gosto do romantismo, mais ainda do erotismo,

Gosto de manter o controle,

Mas, ainda que de vez em quando,

Prefiro perder o ar, perder o chão,

Gosto da consciência, da eloqüência,

Mas, nada se compara aos flashes da embriaguez.

Gosto do branco, mais ainda do preto,

Gosto do róseo, mas muito mais do vermelho,

Gosto de agradar, mas melhor é barbarizar

Gosto de sonhar, mas transcendo...


Vera Celms


quarta-feira, 25 de março de 2009

BRILHO DOSADO


Acordei...

Esfreguei os olhos...

De repente, não sabia nem se eu era verdade,

Sonho? Força do desejo?

O que parecia brilho dos olhos,

De repente ficou embaçado,

O que era emoção,

Virou confusão,

Procurei cada um dos códigos...

Todas as placas do caminho estavam cobertas,

Ficou difícil entender...

Se o querer é o mesmo,

Se a direção é a mesma

Se os desejos não são meros sonhos impossíveis,

Vale contestar o destino?

Vale enfrentar o perigo?

Seria este pulsar desejo,

Ou seria sugestão ?

Se o que move um, impulsiona também o outro,

Se as mãos suam,

O peito acelera,

E a face enrubesce,

Se o medo do incerto assusta,

A insegurança do desconhecido explica,

Talvez melhor seja deixar adormecido,

Aquilo que nem despertou,

Aquele que nem acordou,

Talvez seja melhor não valorizar,

Não exaltar,

Desejo só,

Basta, explica, satisfaz...

Deixemos o beijo como link no passado,

Deixemos que o tempo cure...

Adormeça, amorteça...

Para que o peito não se perca em solidão...


Vera Celms