domingo, 25 de outubro de 2009

FIDELIDADE NATURAL...

(PARA MIRTES)


Dentro de você mora um SER,

Que tem as mãos e a transparência de Anjo,

Toque de Fada,

A magia de um Duende,

A alquimia de um Mago,

O perfume das Flores,

A luz do Luar,

A mansidão de um Lago,

A Fluidez de sentimentos de um Rio,

Na alma, a Imensidão do Mar,

A sensibilidade de um Sentimento,

A suavidade de uma lágrima...

A força de uma Emoção,

Nos seus olhos e sorrisos, moram as Estrelas,

Tem a Generosidade como dádiva,

A pureza de uma Boa Intenção,

A leveza de um Colibri,

A graça de uma Borboleta,

A densidade de um Planeta,

A doçura do Mel,

A verdade como Espelho,

E é este SER que VOCÊ incorpora,

No momento que toma os pincéis,

E consegue reproduzir, pra mim, fielmente,

Ainda que sejam por TULIPAS AMARELAS...

O meu Mundo, exatamente como o vejo,

Deixado pelo CRIADOR...

Vera Celms


domingo, 18 de outubro de 2009

ADABA



Amigo de curta jornada

Personagem do sonho de um cochilo

Mero esbarrão na estrada da vida

Voz restante de um eco

Assunto, com a densidade de um lembrete

E, no entanto, me devolve a imagem perfeita

Aquela que talvez só eu seja capaz de ver,

Na proximidade do espelho

Aquela que procurei ouvir de corações,

Aquela, que somente os éteres conhecem

E ainda pediu minha boca

Estudada pela lembrança

Relembrada pelas palavras e pela forma,

Tudo o que há tempos procuro, pela essência

E te brota como argumento

Talvez nada mais que um código

Formatado pela oportunidade

Colhendo a mim, no ar... em pelo vôo

E mais uma vez,

Nada tão profundo, que não possa eu me recuperar,

Mas também, nada que eu queira deixar passar...

Vera Celms


domingo, 11 de outubro de 2009

SONETO DA SEPARAÇÃO - VINÍCIUS DE MORAES


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes