sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ 2011 A TODOS NAS PALAVRAS DO MESTRE CARLOS DRUMOND DE ANDRADE



Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar que
daqui para adiante vai ser diferente...
Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas...
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes... e que eles possam te mover a cada minuto, ao
rumo da sua FELICIDADE!!!"


Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010


Lembremo-nos, além da arvore, da ceia e dos presentes, que o NATAL comemora o nascimento de Cristo Menino... humildade, solidariedade, carinho, amor e harmonia... ingredientes imprescindíveis para esta CEIA DE LUZ...

FELIZ NATAL A TODOS
São os votos de toda a familia CELMS





domingo, 19 de dezembro de 2010

MAGIA NECESSÁRIA



Faz parte de nós,

Um pouco de mistério,

Um pouco de secreto,

Um pouco de segredo,

Um pouco de magia...

O que é muito evidente,

Não exige busca, procura,

Não traz curiosidade,

Talvez desejo,

Mas, nada a ser desvendado,

Faz parte da alma humana,

Mostrar sem mostrar,

Contar, mas segredar,

Manter meio coberto,

Meio cheio,

Meio satisfeito,

Meio caminho andado,

Descobrir o outro...

O que me traz em mãos, não preciso procurar,

Não preciso conquistar,

Nem ir buscar, está lá...

Basta pensar,

Então as coisas perdem o quase,

Perdem o talvez,

Perdem o entretanto,

E passam a ser obvias demais,

Aí, perdeu-se o mistério,

Desvendou-se o enigma,

A senha foi descoberta,

E não há nada a desbravar,

Não há magia...


Vera Celms

domingo, 12 de dezembro de 2010

COMENTANDO VOCÊ


Não posso cuidar de ti

Como anjo guardião,

Pois que me foram dados pés,

As asas me foram negadas,

Pelos pecados santos que cometi,

Não posso cuidar de ti,

Antes que possa aprender,

Quem é você,

Como você alinha o horizonte,

Com que olhos mira o sol,

E enamora a lua,

Não posso cuidar de ti

Sem saber que homem tu és,

Se tens mãos de acariciar ou afagar,

Mas te empresto meus sentidos todos,

Para que digas,

Não é preciso gritar,

Pois há tempos habito teu inconsciente,

A tua sobrepele

Mas te ajudo a se soltar,

A se desprender de onde se prende,

Pois que sou livre...


Vera Celms

domingo, 5 de dezembro de 2010

O QUE ACONTECEU?


Dessa vez foi com tudo,

Mediu-me,

Julgou-me

Atribuiu-me culpa,

Jogou na minha cara,

Cada palavra dita

no calor da discussão,

As minhas e as tuas,

Ficaram todas pra mim,

As culpas e as palavras,

E tudo porque,

Teu desassossego não quietou,

Tuas palavras não calaram,

Tua razão foi excessiva;

ainda que não a tivesse,

Encheu o peito de meias verdades,

De sonhos mal feitos,

De desejos mal curados,

A boca de palavras mal ditas...

Malditas...

Palavras também doem,

As idéias foram tuas,

As iniciativas foram tuas,

As necessidades tuas,

A coragem foi tua,

Alvejada fui eu,

Que nem me protegi,

Eu não me escondi,

Não me defendi,

Perdi a ação,

As palavras,

A capacidade de pensar,

Atada, peguei minha trouxa e saí,

Afinal, porque você veio me perder?


Vera Celms

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RIO, ZONA DE GUERRA


Os braços do Cristo abertos,

Rio, em plena guerra; lei e crime

Se digladiam, para a paz recuperar


Os olhos do Cristo entreabertos,

Vendo seus filhos lutarem,

E seu sorriso vai se abrindo, autenticando a paz,


Os braços do Cristo agora se fecham,


Acolhendo as vítimas, acalentando os bons...


Vera Celms


Lua e Flor - OSWALDO MONTENEGRO

domingo, 28 de novembro de 2010

CIUMES


Tento vestir a sua pele,

Na mesma temperatura,

Pra ver pelo teu olhar,

Para sentir no mesmo pulsar,

Quero sentir quando eriçar,

Porque, por quem,

Quero saber por que caminhos,

Trilham os seus pensamentos,

Os teus sonhos todos,

Por quem te magoas,

Por quem te apaixonas,

O que te move,

Onde e a que horas,

acorda a tua saudade,

O que te machuca,

O que te faz vibrar,

Quem te leva, e até aonde

Quem te traz de volta e porque

Quando levitas,

Quando aportas,

Porque chora,

E o porque dos teus melhores sorrisos,

Afinal, onde me encontro em você?


Vera Celms