terça-feira, 27 de julho de 2010

NOSSOS VERBOS SÃO VERSOS


nossos berros

não são verbos, são flores, são intenções

que os Deuses nos ensinaram a rezar um dia!!!

nossas dores, não são dores,

são talvez calores, por nos vermos chegar sem ter...

Mas em sonhos, a distância,

nossos verbos são ânsias... relutâncias,

reentrâncias... saliências...

nada mais...

Mas nossos verbos são versos,

são hinos, de coragem,

escondidinhos no peito um do outro...

Vera Celms


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chico Buarque e Gilberto Gil - Cálice censurado

ERA COMO PODIA SER APRESENTADA A LETRA DESTA MÚSICA DURANTE A DITADURA MILITAR, COM A CENSURA.


VAI PASSAR (DITADURA MILITAR) - CHICO BUARQUE

MIL PERDÕES (CARIOCA AO VIVO) - CHICO BUARQUE

PEDAÇO DE MIM - CHICO BUARQUE E ZIZI POSSI



"SAUDADE É ARRUMAR O QUARTO, DE UM FILHO QUE JÁ MORREU..."

TANTO MAR - CHICO BUARQUE - ORIGINAL

NOITE DOS MASCARADOS - CHICO BUARQUE

domingo, 18 de julho de 2010

TUDO VAI SER DIFERENTE


Vou continuar pensando

Em coisas leves,

Indiferentes,

O som da pia pingando,

Dos saltos da vizinha do andar de cima,

Pisoteando meu sono

No comecinho da manhã

Das maritacas ao longe,

Das vuvuzelas tão perto,

Do som dos carros atravessando a cancela

Do secador de cabelos

Que não funcionou quando estava saindo,

Dos pingos gelados do chuveiro quente,

Nas madrugadas geladas,

Do alarme do carro,

Que sei lá porque começou a tocar,

Insistente,

Não vou pensar nas contas,

Nem no SCPC,

Não vou pensar no seguro desemprego

que está no final,

Não vou supervalorizar dores,

Pois já foram muito maiores,

Nem aborrecimentos consistentes,

Ou mesmo os inconsistentes,

Pois já foram desconhecidas as causas,

Hoje sei que foram apenas conseqüências,

Não vou sofrer mais,

Sabe por que?

Porque acredito que amanhã é outro dia,

Que o futuro promete,

Me preocupe com ele ou não,

Então vou pegar leve dessa vez,

E aí, como este momento,

Tudo será diferente das outras vezes...

Vera Celms


domingo, 11 de julho de 2010

QUADRO LINDO


A ventania sempre vem,

Um dia mais cedo ou mais tarde,

Começa soprando manso,

Brisa, vento,

Prenúncio de chuva,

Nuvens que passam,

Escuras, densas, pesadas,

Até que um dia o céu fecha,

E a ventania começa,

Um dia ventania,

No outro furacão

Com o tempo entendemos,

Com o tempo aprendemos,

Reconhecemos a gravidade,

A intensidade da escuridão,

O que hoje começa fraco,

Tanto pode passar de repente,

Como acabar em desolação...

O tempo é irmão da vida...

E andam de mãos dadas,

A vida inteira...

o tempo todo...

Uma colcha de retalhos,

montada dia a dia,

todos os dias...

afinal, o quadro lindo de todos nós...

Vera Celms


sábado, 3 de julho de 2010

DELETADO


O mais próximo,

que chego de você,

é um contato virtual,

que talvez nem seja lido...

Deletarei cada virgula,

escrita até agora,

na sua direção,

Aprendi me tornar invisível,

por tanto deixar de ser vista,

não vou forçar seu coração,

a me querer,

a me desejar,

e a se esconder de mim...

Sumirei na vida

simplesmente,

rastros? Não...

deixarei pistas

mas não prometo aparecer ao final delas,

sem fumaça,

sem respostas,

sem conexões,

não quero de você,

a obrigação,

nem o favor das suas migalhas

Te dei todos os argumentos;

anonimato, segurança,

silencio, invisibilidade,

e ainda assim,

fui sua ultima opção

chega de ver figurinhas de fundo,

o passado já passou,

Fiz o que tinha de fazer,

do que ficou por fazer,

agora chega de brinquedos de estratégia,

ouvirá falar de você,

nas minhas lembranças,

nas minhas palavras,

mas, alcançá-las, nunca mais...

Vera Celms