segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RIO, ZONA DE GUERRA


Os braços do Cristo abertos,

Rio, em plena guerra; lei e crime

Se digladiam, para a paz recuperar


Os olhos do Cristo entreabertos,

Vendo seus filhos lutarem,

E seu sorriso vai se abrindo, autenticando a paz,


Os braços do Cristo agora se fecham,


Acolhendo as vítimas, acalentando os bons...


Vera Celms


Lua e Flor - OSWALDO MONTENEGRO

domingo, 28 de novembro de 2010

CIUMES


Tento vestir a sua pele,

Na mesma temperatura,

Pra ver pelo teu olhar,

Para sentir no mesmo pulsar,

Quero sentir quando eriçar,

Porque, por quem,

Quero saber por que caminhos,

Trilham os seus pensamentos,

Os teus sonhos todos,

Por quem te magoas,

Por quem te apaixonas,

O que te move,

Onde e a que horas,

acorda a tua saudade,

O que te machuca,

O que te faz vibrar,

Quem te leva, e até aonde

Quem te traz de volta e porque

Quando levitas,

Quando aportas,

Porque chora,

E o porque dos teus melhores sorrisos,

Afinal, onde me encontro em você?


Vera Celms

terça-feira, 23 de novembro de 2010

DUELOS LITERÁRIOS : Brigit - A Bruxa da Noite - por Vera Celms

Vera Celms enviou o link de um blog para você:

IMENSO É O PRAZER!!!

Blog: DUELOS LITERÁRIOS
Postagem: Brigit - A Bruxa da Noite - por Vera Celms
Link: http://duelosliterarios.blogspot.com/2010/11/brigit-bruxa-da-noite-por-vera-celms.html

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domingo, 14 de novembro de 2010

O VAZIO CENARIO PERFEITO


O canto do sofá,

Permanece vazio,

Com o jornal de muitos dias, aberto,

na mesinha, diante,

No cachepot, flores artificiais

não requerem cuidados,

Como o canto do sofá,

Sob a poeira de dias,

Tudo tão só,

Sofisticado, mas só,

Nada que requeira cuidados,

Como a alma,

Que só, se deixa ficar,

Vagar, devagar,

Livre, mas só,

Como a mesa antiga,

Deixada no canto,

Que ganha ares de singeleza,

coberta por um quadrado de pano,

Xadrez de vermelho,

Sob o vasinho,

Com flores,

Artificiais, que não requeiram cuidados,

Era o toque que faltava...

Cenário perfeito!

Vera Celms

domingo, 7 de novembro de 2010

LEVEZA DA BORBOLETA


Devo abandonar,

Essa idéia de auto suficiência,

Essa história de me bastar,

Os copos preencheriam meu paladar,

Mas esvaziariam minha alma

Encharcariam meu pensamento,

Com idéias vagas, torpes, cruéis,

Quem não ganha coragem a beira de um copo?

Entretanto,

Foi essa idéia de me bastar,

Que me levou a beira do precipício,

Sabia que não devia confiar-me a mim,

Mas busquei, quanto busquei,

Espalhei sorrisos,

Reproduzi esperanças,

Fabriquei forças,

Irradiei luz,

Mas de nada clareia,

A luz de um candeeiro,

A não ser as borboletas,

Que queimam suas asas,

Iludidas...

Cá estou eu,

No banquinho, sem violão,

Sem voz e sem canção,

E ninguém canta comigo,

Ou pra mim, as letras que faço,

Serenata, afinal, não se usa mais,

Talvez eu tenha perdido

Além do ultimo trem,

Também o ultimo romântico,

Ou o ultimo bandido,

Que pudesse ter,

Ainda que roubado, meu coração,

Preciso deixar de me culpar,

Por todos, pelo mundo,

Preciso descer da cruz,

E voltar a tentar,

ganhar a leveza da borboleta,

Antes de queimar as asas,

E voltar a voar...

Afinal, do fundo do poço,

A única saída é pra cima,

E disso eu sempre soube...


Vera Celms

Pai-Fábio Junior (com legenda, preste atenção na letra)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010