sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

HOMEM FELIZ


Um dia eu quis
Um homem de mãos sofridas
De idéias fluidas
Um homem feliz


Um dia eu quis
Um homem de profundos olhares perplexos,
Que me amasse por excitados reflexos
Um homem feliz


Um dia eu quis
Um homem de doces toques
Cuidado, porem sem retoques
Um homem feliz


Um dia eu quis
Um homem que soubesse sonhar
E que a um simples toque me fizesse suspirar
Um homem feliz


Um dia eu quis
Um homem que soubesse amar
E que quando me amasse me fizesse delirar
Um homem feliz, bem feliz


Um dia eu quis
Um homem de larga fronte
Que me mostrasse o horizonte
E foi ele que me fez feliz


Vera Celms
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A DONA DO ISQUEIRO

O que fazer agora?
Já andei pela casa toda
Já te procurei no terreiro
Não te vejo, não te ouço mais,
Não sinto mais segurar minhas mãos
Não tenho mais teus abraços
Nem sinto mais o gosto do teu beijo
Você saiu sem avisar
Deixou-me dormindo,
confiante de que nada havia mudado de lugar
E quando acordei, havia partido
Sinto-me como que debaixo de escombros
de um incêndio
E o único isqueiro da cena,
Encontraram no meu bolso...

Vera Celms
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

The Monkees: Last Train To Clarksville, 1967

Quem tem mais ou menos a minha idade, deve lembrar do sucesso que faziam esses meninos nos anos 60 e 70... Passava uma série de clips deles na TV e eu não perdia um... para matar a saudade... boa viagem...


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

"EPA SARAU VIRTUAL AO DIA DO POETA NO BRASIL.FLV"

FIZ parte do EPA- ENCONTRO DE POETAS E AMIGOS, de Sandra Galante. Tive a honra de conhecer maravilhosos poetas e conquistar amigos. Este vídeo foi uma homenagem maravilhosa, feita a todos nós por MARIA IRACI LEAL (minha IRFÃ MILOCA), e que compartilho agora com meus demais amigos. Obrigado MIL... Curtam...

domingo, 11 de dezembro de 2011

ENTÃO, É NATAL?


No fim da rua, um magro velhinho de barbas longas
Pensativo, relembra imagens antigas
O Perú assando, cheiro de cravo-da-índia pela casa
A magra arvore de Natal enfeitada
A criançada esperando Noel chegar (que nunca veio)
Hoje tudo mudou, o mundo mudou..
Embaixo do viaduto, sobre papelões,
Bem no centro da cidade
Durante a distribuição do SOPÃO DA MADRUGADA
Nasceu um menino
Avisadas pelo choro e pela luz do candeeiro
Seguem para o local as boas amigas:
FÉ, ESPERANÇA e SOLIDARIEDADE
Presentes não levam, pois o salário acabou,
logo no começo do mês.
Levam consigo corações fartos e olhos brilhantes
E a certeza de que todos os bons as conhecem
E as seguirão para embalar esse menino
Por perto os cachorros rueiros vigiam
Garantindo a segurança
E todos rezam, cantam, vibram, oram,
para que o menino cresça forte e esperto
Com a saúde que Deus lhe deu, e
Com as amigas sempre no coração
Rumo a um mundo melhor
Então o velhinho desperta
E sem saber bem por que, pega o ônibus para a cidade...
Que Deus o guie...
FELIZ NATAL...

Vera Celms
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Aos 120 anos desta Senhora, amada Av.Paulista.

Nesta Avenida, eu estude, trabalhei, namorei, passeei, curti, perdi um amor, ganhei outro, conheci ídolos, andei por andar, sofri uma queda, conheci a Casa das Rosas, fui a lugares ímpares, enfim...
Sou Paullstana, apaixonada. Esta Avenida é linda e não perdeu seu charme por ser tomada como centro financeiro, como centro do capitalismo... continua e continuara sendo linda, romântica... uma eterna menina...

Gal Costa e Caetano Veloso - Recanto Escuro (Violão e voz - Programa do JÔ) - MOMENTO UNICO!!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

LEGIÃO URBANA - SENHOR DA GUERRA

LEGIÃO URBANA - SOLDADOS

Disse meu pai quando chegou no campo de batalha: "eu não vou matar ninguem, nem conheço ninguem", até que ouviu o primeiro tiro zunir em seus ouvidos e então entendeu que era "matar ou morrer"... (meu pai Karlis Celms, combateu na 2a.Guerra Mundial, tirado de casa aos 16 anos e nunca mais voltou).

Cegos do Castelo - Nando Reis & Os Infernais - MTV Ao Vivo

Ira - Vida Passageira (Acústico MTV)

NANDO REIS - POR ONDE ANDEI

domingo, 27 de novembro de 2011

TEUS BRAÇOS

Teus braços tem a força máscula
O pulsar, o calor, o cheiro, a pele exatos...
Perco-me, sonhando no olor do teu perfume
E desperto, de encontro ao teu abraço
que me envolve, me enrosca e me embaraça,
No caminho que me trouxe aqui,
Braços se cruzavam,
Se desviavam
Se estendiam, mas só na direção do céu,
ou impediam o passo na proximidade
Não se dispunham
Não se propunham
Não se interessavam
Teus braços são oásis
São portos, são chegada
Onde desembarco livre e segura...
De volta... é só no teu abraço...

Vera Celms
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domingo, 20 de novembro de 2011

LIVRE PÁSSARO

Egrégias lembranças
Que de um náufrago
Fazem um herói
Um valente tripulante
Um versátil guerreiro
Um lutador
A enfrentar tormentas
Tempestades, mares bravios
A vela içada, ainda está em alto mar
Levada pelo vento
A deriva, a própria sorte
Fantasmas habitam a embarcação
Sem entretanto ignorar meus pensamentos
Medos, horrores, prevenção
Num momento
E no seguinte, tudo é paz
Basta que para isso te traga a tona
Então navego num espelho d´agua
Como um perito patinador sobre o gelo
Descrevendo trajetórias perfeitas
Medidas, previsíveis, calculáveis
Círculos, elipses perfeitas
Piruetas e rodopios
Até alçar voo...
Então não sou mais o náufrago
Mas, um livre pássaro
Em viagens siderais
Revisitando cada lembrança
Dos momentos apaixonantes e apaixonados,
Que vivi em ti...
Sem mais voltar...

Vera Celms

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domingo, 13 de novembro de 2011

DIOGO NOGUEIRA CANTA COM CHICHO BUARQUE

VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI

Queria, como as crianças,
Uma felicidade honesta
Simples, sem rodeios,
Talvez um laço de fita vermelha,
Talvez umas rosas,
Talvez um olor delicado
Um fundo musical instrumental
Inconfundível, só por associação
Ainda que fossem pássaros cantando
O som da chuva,
Ainda que fosse o som do mundo la fora
Cantando, gritando, assoviando
Crianças; o som das crianças brincando
Como um dia eu já brinquei
Como brincaram meus filhos
Queria uma felicidade honesta
Que não precisasse de provas
Nem de constatações
Uma felicidade livre
Que por leve, esvoaçante,
Descomprometida,
O acordar de todas as manhãs
A oração que fecha a noite,
Batendo-lhe a porta, da beira da minha cama
O ligeiro despertar na madrugada
Pelo contato do seu corpo no meu
Pelo beijo esquecido nos meus cabelos
Pelo sorriso deslocado durante meu sono
Sonhando tão largamente
com alguém que posso alcançar com a mão
Sem que isso o levasse pra longe,
Queria uma felicidade honesta
Por tê-lo tão perto
Mas, você não está aqui,
E eu tenho de me contentar,
Em só achar,
que como eu a você,
tanto me ama...
Só não está aqui...

Vera Celms

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domingo, 6 de novembro de 2011

SOU ACASO

Queria que prestasses atenção
Como a coisas pequeninas,
Como a movimentos curtos,
Como a minúcias...
Confidências,
Pequenos gestos
Olhares soslaios,
Segredos
Passos lépidos
Sussurros, detalhes...
Paciência,
Encontros casuais
Coincidências, pistas,
Imagens embaçadas
Letras pequenas...
Quando se deseja entender,
Mas, eu estive lá, e você não viu...

Vera Celms

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domingo, 30 de outubro de 2011

MINHAS BRUXAS

As conheço bem,
Todas elas gostam de agrados,
Adoram maçãs,
Cravos e canela...
Sentam lá fora,
Esperando as luzes da noite
Rindo e fazendo festa
Gargalhando entre si,
Tramam pantomimas
Essas minhas meninas
São lindas, são puras, sensuais,
Temperamentais
Não se deixam ferir
Não atacam gratuitamente
Não xingam, não mentem
Dançam junto a fogueira
Louvam os elementais
Saúdam a Deusa...
Saem e voltam quando querem
A porta jamais se fecha,
A passagem permanece livre
Espie, pisque, confraternize
Convide-as a dançar,
Como bailam, minhas meninas
Brincalhonas,
Não ralham, não gritam,
Não fazem reveses gratuitos,
Boas ouvintes, reativas,
Boas amantes, sedutoras,
Cheias de luz, cheias de si,
Prontas para o ato,
Prontas para a vida,
Prontas pra reinventar,
Ah, minhas deliciosas bruxas...

Vera Celms

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domingo, 23 de outubro de 2011

PODEROSA FANTASIA INFANTIL (PFI)


Tudo é possível,
Tudo está ao nosso alcance,
Tudo está no ar...
Nascer é um desafio,
apesar de todos os inimigos naturais
Subir nos rochedos,
Planar, ganhar mundo
Enfrentar dragões, com armas [super] poderosas
montados em cavalos alados
ou motorizados,
Princesas e povos em apuros
Todos os esforços, e sob a capa:
Invisível!!!
Flautas mágicas, Oboés, Clarins
No tapete voador, as fadas confabulam
Tramam um truque traumático
Distrair o caçador e roubar-lhe o rifle
Substituir a munição por pó de estrelas
A cada tiro um mundo novo; fantasia...
Não haverão mais planos mortais
Nem armas letais
A lei pacificará
Será o fim da corrupção e dos corruptos
Suas asas serão extirpadas
O vôo [se houver] monitorado com limite fixado
Onde os encontrar?
É só saber onde procurar...
Pela água ou pelo ar
Nos iremos chegar
PFI - Poderosa fantasia infantil
Combatendo todo o mal...
Confinando o inimigo
Para além do infinito
Onde não mais poderão a humanidade alcançar...

Vera Celms

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O trabalho PODEROSA FANTASIA INFANTIL (PFI) de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 9 de outubro de 2011

VOLTANDO PRA CASA

Não haverão rótulos
Nenhum nome será chamado
Nenhum sobrenome exaltado
A rosa não deixará ser
Por não ter um nome
O amor não deixará de existir
O olhar não deixará de brilhar
O caminho de volta não sumirá
Nem o retorno deixará de ser verdadeiro
O beijo será o beijo
Os canhões estarão lá, mudos
Sem saber mais o que dizer
Os generais deixarão de assinar tratados
E promulgarão a paz
É tempo de renovar
Não haverão moedas
Não haverão sentenças
E a morte poderá vir, afinal, uma só vez na vida
Não mais para ameaçar,
Não haverá medo
Não haverão ofensas
E os seres estarão aqui, cumprindo,
a missão de confraternizar...
Em todos os rostos haverão sorrisos
E entre as estrelas,
Reconheceremos Deus a brilhar...
Não haverá mais do que se defender
Não haverão mais armas
Nem grilhões,
Saudaremos a liberdade, em paz...
E assim será, a Era de Aquarius,
o retorno eterno, a CASA DO PAI...

Vera Celms

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A obra VOLTANDO PRA CASA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 2 de outubro de 2011

CORTINA CERRADA


O passado nada mais precisa
Existe como história
Não precisa se provar pra existir
Talvez nem seja lembrado
igualmente por todos os personagens
Talvez não tenha tido a mesma força
Talvez o mirante não fosse tão privilegiado
A neblina do inverno solitário
talvez cobrisse a paisagem
No meu passado, aquele que conheci,
Alguém assoviava na janela
E despreocupado, jogava pedras
nos transeuntes desavisados
Ria-se das reações alheias
Até o dia em que alguém revidou
Então, cessou o assovio...
Perdeu-se a melodia, a musica parou
E atrás da janela vazia e fechada
A grossa e escura cortina se cerrou
A janela continua fechada.

Vera Celms

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A obra CORTINA CERRADA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

GRINALDA NATURAL

Abri a janela hoje,
E uma flor sorriu pra mim,
incrédula fechei a cortina,
como quem fecha os olhos
esfreguei-os como quem não despertou,
ao abri-los novamente,
uma flor sorriu pra mim!!!
E era de verdade ...
E não era só uma...
Eram várias, a florada toda sorridente
Me fazendo também contente
As abelhas quase dementes
E o jardim, como meus olhos, estava em festa!
Era uma felicidade honesta!
Era tanta cor, era tanta beleza, e tanta flor!
Era a natureza toda aberta!!!
Em cada pétala um encantamento
O céu tão azulzinho e o sol avermelhado,
Um casamento perfeito...
Era um verdadeiro santuário
Cultuado por fadas,
Duendes e borboletas contentes
A terra ainda úmida da chuva da madrugada
Deixava cada folha molhada
Deixava o ar limpinho,
A manhã nasceu lavada!
Meu Deus! Que rara inspiração!!!
Que maravilhosa visão,
Corri para o armário
Consultei o calendário,
descobri o motivo daquela quimera
23 de setembro,
COMEÇOU A PRIMAVERA!!!

Vera Celms

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A obra GRINALDA NATURAL de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.