domingo, 27 de fevereiro de 2011

MEDO DE QUE?

Há certas coisas na vida,

Que existem só no nosso imaginário,

Determinados medos,

Determinadas paixões,

Determinados rancores,

São coisas que a nossa cabeça cria,

Inventa, por oportuno que seja,

Aí um dia a ficha cai,

E notamos que não há monstros sob a nossa cama,

Que o coração batia só por atração, era só tesão,

Que os rancores não passavam de contrariedades,

Assim como o que somos,

Para uns, somos pessoas boas,

Para outros, agradáveis,

Para outros necessárias,

Para alguns desejáveis,

Mas, o que queríamos mesmo,

É que fossemos imprescindíveis

Para todos aqueles de quem gostamos,

E então descobrimos que não é bem assim,

Como os monstros que moravam embaixo da nossa cama,

Até víamos, mas nunca existiram...

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra MEDO DE QUE? de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.



domingo, 20 de fevereiro de 2011

SINGRANDO


Singrem nossos desejos,

Nossos sonhos,

Nossas transcendências,

Nossas viagens, e viajores,

Singrem nossos planos,

Nossos planares rasos

Pela realidade,

Pela fantasia,

Pelo possível e impossível,

Pelo raso dos nossos olhos emocionados,

Tensos, tesos e prazerosos

Singrem nossas esperanças todas,

A ventos brandos,

Mansos,

Marolem as nossas águas,

Formem imagens as nossas nuvens,

Para que possamos sonhar,

Brincar, singrar,

Planemos sempre,

Mas jamais tente aparar minhas asas,

Pois há muito, aprendi a voar sozinha...


Vera Celms


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A obra SINGRANDO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

VIOLÊNCIA URBANA

RETRATAÇÃO:

Meus mais sinceros e consternados sentimentos, comovida, aos familiares, parentes, amigos e colegas da vitima de atropelamento do acidente havido no cruzamento da Av.Ipiranga com Av.São Luiz na sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011.

Foquei no meu blog lúgubre: http://arrastandocorrentes.blogspot.com, uma poesia (ATROPELADA) inspirada na foto, publicada com a poesia e retirada a pedido, por e-mail, de um amigo da vitima. A foto foi flagrada pela janela de um escritório situado na Av.S.Luiz em SP/SP e postada num Site de Noticias de uma grande Emissora.

Peço a todos os familiares, parentes, amigos e colegas da vitima que me perdoem o gesto, mais uma vez solidarizada pelo sentimento de perda que os envolve.

Um abraço fraterno a todos.

MEUS SINCEROS RESPEITOS

Vera Celms


Não importa culpa,

Não importa culpado,

Importa conseqüência, fato,

Falta hoje a pessoa,

A essência, a presença,

Irremediável,

Insubstituível,

Inesquecível,

Talvez o mesmo pensamento,

De um segundo a mais,

De um segundo a menos,

O monstro motorizado mau calculado,

por seu condutor,

Talvez, movido pela segurança

da rotina, do dia a dia,

Excesso de confiança,

do “acho que vai dar”...

Da vitima, que por fatalidade,

Deu um passo a menos,

Ou um passo menor,

Ou um a mais...

talvez, achasse que “ia dar”...

Um calçado que prendeu no asfalto quente,

Um pé falseado, quiçá torcido,

Um reflexo,

Um titubeio, um lapso,

Aqui, agora, não cabem os motivos,

Nem as culpas,

Ficou a conseqüência,

Incorrigível,

Mais que lamentável,

Mais que obvia tristeza,

Saudade,

Perguntas, cujas respostas foram com ela,

Pessoas que choram todos os dias,

Até que a saudade vire lembrança,

Mas, pra sempre, inconformadas,

Pela forma, pela porta de saída “escolhida”,

Pela violência urbana...

Que inconformadamente, crescerá a cada dia,

Deus nos livre a todos,


Vera Celms



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A obra VIOLÊNCIA URBANA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

POR FAVOR NÃO VÁ (indriso)


Nem tão longe, nem tão além,

Até o mundo imenso, é escuro,

e tem fim. Não te debruces no precipício,


Não põe tua alma a prova

Não é sorte que guia teus passos

Mas, teus gestos, palavras e ações


Por favor, não vá, se não tiveres certeza,


De que poderás voltar pra ficar...


Vera Celms


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A obra POR FAVOR NÃO VÁ de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.