domingo, 29 de maio de 2011

MELHOR CAMINHO


Uma escolha errada
E o tiro sai pela culatra
Um único passo faz a diferença
De um lado o paraíso
De outro o precipício
Um passo atrás, e segue-se em frente
O mal do bem é muito rente
A linha é muito tênue e sutil
É uma marca invisível
E a alma suscetível
Razão e bom pensamento
Princípios e entendimento
Pelo largo caminho é mais fácil passar
Pelo caminho mais curto é mais rápido chegar
Não deveríamos medir esforços para conquistar
O melhor lugar...

Vera Celms

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A obra MELHOR CAMINHO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 22 de maio de 2011

ELO COMUM


Não importa,
Se as lagrimas caem do chuveiro
Ou do céu
Importa que caiam, sempre
Importa que molhem a roupa,
O colo, o ventre,
O caminho,
Onde nascerão plantas,
Flores,
Que evaporem voltando aos olhos,
Hidratando a vida e as paisagens,
Pois não tenho mais dedos,
Que contem de quantos precipícios rolei,
De quantos desses tombos caí em pé,
De quantos feitiços sobrevivi
De quantas vezes fui ignorada,
Outras tantas desprezada,
E de quantas vezes corri
depois de levantar das quedas,
Que até aprendi a voar
Encaramugei sentimentos ocos,
Vagos, vazios, superficiais
E transformei em asas,
Fênix, anjo?
Uma pipa ao vento,
Presa por um fio de linha tênue,
Mas não menos forte,
Que sempre me segurou presa a realidade,
Que sempre manteve um dos meus pés no chão,
Ou pelo menos da razão,
Junto da minha guardiã, ou guardião,
Junto da lua, minha musa, minha Deusa,
Mãe...
Que solta na noite não sai da orbita,
Vigiando, olhando por seus filhos,
por suas filhas,
Por seus seguidores,
Pela Terra, mundo de expiações e provações,
Sem perder o brilho,
Sem perder a força,
Sem perder o elo com todos nos.

Vera Celms

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A obra ELO COMUM de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

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Temos uma querida amiga, literata, que está na fila de transplante de fígado. Conheça, a materia se explica. Obrigado, a fila reencarnatória também agradecerá. Deus abençoe o gesto.

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É sério! Sou a mais nova integrante da fila por um transplante de fígado no Brasil. Para uns, acabo de assinar minha sentença de morte. Par...

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domingo, 15 de maio de 2011

A ALMA POR UM MOMENTO


Momento de ausência
Instante de esquecimento
Um tapa é o botão DELETE
Onde tudo e todos perdem a razão
Perdem o vulto e a importância
Perdem a noção
O ausente olha tudo e nada vê
Nada ouve, nada sente, nada quer saber
É um vago sorridente deletado
postado em guarita pseudo segura
Sem contato, sem aderência, sem conexão
É um não querer mais, nem menos, nem talvez
Covarde, descomprometido, despreocupado
Apertado, vaza pelo lado errado
Correndo o risco de não mais voltar
Vende a alma por um momento
E ainda vende a prestação...

Vera Celms

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A obra A ALMA POR UM MOMENTO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 8 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES...


LILLI... MINHA MÃE...

Que sempre tive no coração e no pensamento,

Por menos que habitasse seu mundo,

Habitava sim seus pensamentos,

Quis sempre estar contigo

Procurei identidade

Ofereci verdade,

ainda que nem sempre a lesse

Ofereci sorrisos,

Fiz uma família linda,

ainda que parte tenha ficado pelo caminho

Mas, o alicerce é firme,

Esse eu aprendi a construir desde muito cedo

Lutei, batalhei,

Posso não ter conquistado riquezas,

Posso não ter conquistado posições valorosas

Posso não ter muito pra oferecer,

Mas braços, aprendi a ter em casa

A parte MÃE... essa eu aprendi como fazer,

Desde sempre...

Te peço perdão por todos os caminhos diversos

Pelas opções diferentes

Pelas posições contrarias

Pela distância imposta pelas escolhas na vida

Hoje, posso não ter boas pernas

que me levem até você sempre

Mas sempre, fui eu até você

Jamais deixei de ir

Jamais deixei de estar contigo

Mesmo quando me faltou o teto

Quando vi que estava no escuro

Quando tive medo de me perder com a cria

Foi a tua saia que alcancei

Foi o teu colo que procurei

Só lamento ter aumentado sua bagagem

Ter pesado nos seus braços

Espero que tenha perdoado esse tempo

Relevado o peso da vida

Foi por você, que aprendi a seguir em frente

A permanecer em pé

MÃE, TE AMO...

Obrigado por tudo MINHA MÃE, LILLI...

Por mim e por meus filhos...

FELIZ DIA DAS MÃES...


MUITO BEIJO

Vera Celms

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A obra LILLI... MINHA MÃE... de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

A VIDA QUE SE LEVA


A vida da gente, é a vida que a gente leva
É o que fazemos dos caminhos
É o que fazemos dos momentos
Das oportunidades
Dos amores; perdidos, ressentidos, mantidos
É o que fazemos do perdão
Concedido espontaneamente de peito aberto
Levado as ultimas conseqüências
A vida da gente, é o que temos no peito
No fundo dos olhos, no espelho da alma
No raso do olhar
Perdido no horizonte ou focado no instante
É o primeiro pensamento
Quando nossos olhos se abrem
E o último quando se fecham
É o que passamos ao mundo
Sorrindo leve, caminhando solto...
Preso entre os dentes trancados; amargurados.
A vida da gente é o que semeamos pela vida
E é o que colheremos
Conhecemos o perigo, se dormimos com lobos
E o desafiamos a cada amanhecer
Conhecemos todas as notas, se crescemos cantando
E cantaremos, a cada alvorecer

Vera Celms

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A obra A VIDA QUE SE LEVA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

domingo, 1 de maio de 2011

O RUSH DE SÃO PAULO


Minha Terra tem palmeiras
Cobertas de poluição
Acinzentadas pela fumaça
Mau ventiladas pelo dióxido de carbono
Incomodadas pelo barulho estridente
Dos escapamentos dos carros
Com quem divide alamedas,
Minha Terra tem palmeiras
Que mal são vistas; que pena!
Como são lindas nossas palmeiras!!!
Mas, por causa da pressa dos transeuntes
Que correm daqui para ali
Dali para acolá
Sem informarem onde querem chegar
E as vezes nem chegam
Por causa do transito desenfreado
Ou porque encontraram alguém no caminho
Que fugindo de tamanha pressa
Convidam uns aos outros
Para procurar palmeiras
Para olhar...
Mas, tem de ser depressa
Porque o horário do rush vai começar
Mas ainda bem que temos palmeiras
E as aves que aqui ainda gorjeiam
Mal conseguem se fazer escutar
Mas São Paulo ainda assim é tão linda
Que ninguém a quer deixar...

Vera Celms

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A obra O RUSH DE SÃO PAULO de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.