domingo, 27 de novembro de 2011

TEUS BRAÇOS

Teus braços tem a força máscula
O pulsar, o calor, o cheiro, a pele exatos...
Perco-me, sonhando no olor do teu perfume
E desperto, de encontro ao teu abraço
que me envolve, me enrosca e me embaraça,
No caminho que me trouxe aqui,
Braços se cruzavam,
Se desviavam
Se estendiam, mas só na direção do céu,
ou impediam o passo na proximidade
Não se dispunham
Não se propunham
Não se interessavam
Teus braços são oásis
São portos, são chegada
Onde desembarco livre e segura...
De volta... é só no teu abraço...

Vera Celms
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domingo, 20 de novembro de 2011

LIVRE PÁSSARO

Egrégias lembranças
Que de um náufrago
Fazem um herói
Um valente tripulante
Um versátil guerreiro
Um lutador
A enfrentar tormentas
Tempestades, mares bravios
A vela içada, ainda está em alto mar
Levada pelo vento
A deriva, a própria sorte
Fantasmas habitam a embarcação
Sem entretanto ignorar meus pensamentos
Medos, horrores, prevenção
Num momento
E no seguinte, tudo é paz
Basta que para isso te traga a tona
Então navego num espelho d´agua
Como um perito patinador sobre o gelo
Descrevendo trajetórias perfeitas
Medidas, previsíveis, calculáveis
Círculos, elipses perfeitas
Piruetas e rodopios
Até alçar voo...
Então não sou mais o náufrago
Mas, um livre pássaro
Em viagens siderais
Revisitando cada lembrança
Dos momentos apaixonantes e apaixonados,
Que vivi em ti...
Sem mais voltar...

Vera Celms

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domingo, 13 de novembro de 2011

DIOGO NOGUEIRA CANTA COM CHICHO BUARQUE

VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI

Queria, como as crianças,
Uma felicidade honesta
Simples, sem rodeios,
Talvez um laço de fita vermelha,
Talvez umas rosas,
Talvez um olor delicado
Um fundo musical instrumental
Inconfundível, só por associação
Ainda que fossem pássaros cantando
O som da chuva,
Ainda que fosse o som do mundo la fora
Cantando, gritando, assoviando
Crianças; o som das crianças brincando
Como um dia eu já brinquei
Como brincaram meus filhos
Queria uma felicidade honesta
Que não precisasse de provas
Nem de constatações
Uma felicidade livre
Que por leve, esvoaçante,
Descomprometida,
O acordar de todas as manhãs
A oração que fecha a noite,
Batendo-lhe a porta, da beira da minha cama
O ligeiro despertar na madrugada
Pelo contato do seu corpo no meu
Pelo beijo esquecido nos meus cabelos
Pelo sorriso deslocado durante meu sono
Sonhando tão largamente
com alguém que posso alcançar com a mão
Sem que isso o levasse pra longe,
Queria uma felicidade honesta
Por tê-lo tão perto
Mas, você não está aqui,
E eu tenho de me contentar,
Em só achar,
que como eu a você,
tanto me ama...
Só não está aqui...

Vera Celms

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domingo, 6 de novembro de 2011

SOU ACASO

Queria que prestasses atenção
Como a coisas pequeninas,
Como a movimentos curtos,
Como a minúcias...
Confidências,
Pequenos gestos
Olhares soslaios,
Segredos
Passos lépidos
Sussurros, detalhes...
Paciência,
Encontros casuais
Coincidências, pistas,
Imagens embaçadas
Letras pequenas...
Quando se deseja entender,
Mas, eu estive lá, e você não viu...

Vera Celms

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