sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Secos e Molhados - Primavera nos Dentes

..." E ENVOLTO EM TEMPESTADE DECEPADO, ENTRE OS DENTES, SEGURA A PRIMAVERA"...

Secos e Molhados - Assim Assado

Quando aparece o GUARDA BELO...

Secos & Molhados - O Patrão Nosso de Cada Dia

EU JÁ NÃO SEI SE SEI DE NADA OU QU QUASE NADA.. EU SÓ SEI DE MIM, SÓ SEI DE MIM, SÓ SEI DE MIM...

Vide Vida Marvada - Rolando Boldrin

Rolando Boldrin - Na hora neutra da madrugada

E você, acredita no bem e no mal?

Boldrin - Homem Não Chora

Impossível não chorar ouvindo isso!!! I M P O S S Í V E L !!!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

SEM VISÃO

Já vivi melhores dias
Mais longínquos horizontes,
Mais claros amanheceres,
Mais animados viveres
Hoje, o mundo ficou lá fora
Nebuloso, de portas fechadas
Sozinho, olhando pra parede
Ouço minha voz chamando o tempo
Não vejo mais até onde vou
Meus amores ficaram distantes
Sem formas, sem rostos, sem mais
Voltei pra dentro de casa
Voltei meus olhares,
pra dentro dos meus pensamentos,
já que eles não podem ir mais longe
Como mais longe não vão meus caminhos
Meus passos agora são curtos
breves, limitados
Foi o mundo que mudou meu mundo
Fui eu quem esqueceu o tempo
confuso, perdido lá no passado
Foram os ventos que mudaram de direção
Continuarão mudando,
Estação a estação....
Primavera, outono, verão,
Todos verão...
que o tempo é senhor do vento
que o vento é senhor do céu
Que da vida descortina o véu....


Vera Celms
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

MEU AMIGO AGUIMAR

Vou contar uma história única
De um personagem tão único
Homem de fibra, coragem, compreensão e razão,
Dono absoluto de suas vontades
Dos Pampas para outras cidades
Escolheu viver sozinho
Fazer da vida uma história a  contar
De onde veio, teria de ocultar
Viveu pra ser feliz
Inventou e empunhou um sorriso
Fez quase tudo o que quis
Na vida tinha grandes planos
Gostava de moda e carnaval
Gostava de gente, gostava de conversar
Amou todas as coisas
Sempre teve fé em Deus,
Confiável, confiante e sensível
Sutil, festivo e gentil
Um dia, perdeu os limites de amar
Entregou-se; foi de fato feliz !
Os  pequenos olhos ficaram mais  brilhantes
Sorriso largo, vasto e então, radiante
Provocando a ira do destino
Tropeçou no pé maldoso da “maldita”
E um dia acordou doente e sozinho
Muito sozinho
Os seus, passearam pelo seu leito
Saíram e não mais voltaram
Sem saídas, adormeceu o menino
Ele e seus pecados, sozinhos
Gaveta cedida, sua ultima morada
Aguimar Ubatuba Pereira,
Um personagem de si mesmo
Dormindo ali, não mais incomodou
Nenhum dos seus, dele jamais se lembrou
A história de um ser humano sepultada
Na cidade natal, não devia ser contada
O pecado dessa história?
Um assunto só seu,
Morava nele uma menina,
no corpo que nasceu rapaz...
Aguimar, descansou em paz...

Vera Celms

N.A.: esta é uma história real, encerrada em maio de 1988 em São Paulo, SP, da qual eu participei. O aniversário de seu nascimento é em 17 de fevereiro. Todos os anos, desde então, nessa data lembro dele com maior saudade. Um dos melhores amigos da minha vida toda.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Djavan - Azul

DNA DA ALMA


Abalem toda a aparência,
Calem o poeta,
O homem; prendam-no,
podem tirá-lo de circulação,
Os bons sentimentos, os principios,
os valores de cada um,
ainda que dormentes,
permanecerão latentes,
prontas para a rebrota
A essência de cada um,
O DNA da alma,
Características tão próprias
Únicas, inconfundíveis
Matem o jardim
Pisoteiem o solo
Mas, quem conheceu,
Jamais esquecerá o perfume das flores


Vera Celms
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