domingo, 25 de março de 2012

SONHOS EMBAÇADOS



Quero muito ver-te
Ainda que em sonhos
Mas se até em sonhos choro
Como superar o embaçamento dos olhos
Que quanto mais teimam em ver-te
Mais embaçam
Se é tão duro o dia de hoje,
Que o amanhã prepara,
O que será dos meus sonhos
Que nos dias se inspira
E nos separa
Você, do lado da vida, não repara
Que te chamo, que te quero, agora
Vem desembaçar meus olhos
(Re) inspirar meus sonhos
Vem me devolver a vida
Vem pra ficar... comigo

Vera Celms
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domingo, 18 de março de 2012

LÁ DE CIMA

Traços de uma vida
Rabiscos tantos
Bilhetes, pequenos versos
Estrofes que nunca fizeram sonetos
Letras que não conheceram musica
Caminhos que não levam a lugar algum
Atitudes que não levam a nada
Por onde, por que, com quem?
Nada mais que faça sentido
O que vivi deixou história,
Mas nenhuma a contar
Alem do que se pode ver
Preciso encontrar novos enredos
Inspirar-me em novas paisagens
Voltar a circular,
Frequentar novos círculos
Voltar a voar
Quiçá levitar...
Talvez, olhando de cima,
Fique mais fácil recomeçar...

Vera Celms
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domingo, 11 de março de 2012

COMIGO NÃO


Tanto tempo depois,
E a palavra ficou no ar...
Vaga, flutuante,
Seca, incolor
A convicção foi pouca
A razão foi pouca
Pouca foi a reação
Depois de tanto tempo
Esperei que elas se depositassem
No fundo do meu ouvido
E ali ficassem, mornas, macias
Até encontrarem o caminho do peito
Mas, soltas assim, inconsequentes
Não as ouvi, não as recebi
Todas elas bailando soltas
Cada uma a seu jeito
Não se aquietaram, loucas,
Não nasceram para morar
Mas, para vagar, soltas,
De um lado pra outro,
Como as suas intenções,
Daqui para ali, de lá pra cá...
Mas, aqui não ficaram...
Tente novamente,
talvez  uma outra pessoa,
Porque comigo, não!!!

Vera Celms
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domingo, 4 de março de 2012

PEQUENA AVE DIVINA

 
Ao som de uma flauta
Doce som, mil acordes
Baila o colibri inocente
No doce bico,
Pequenino, sem saber, carrega vida
Inocente, tão inocente,
Não sabe que poliniza
Não sabe do peso da responsabilidade
Voa leve, leve leva
Ao som de uma flauta doce
Divina, baila de flor em flor,
Talvez se soubesse
Se conhecesse o peso que carrega
se amedrontasse
se constrangesse
ou se fortalecesse tanto,
que polinizaria as flores desde o céu...
Pequena ave divina... que beija-flor...

Vera Celms
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