domingo, 7 de julho de 2013

MURALHAS DO TALVEZ




Deixei minha mão

Exposta, livre, disponível

Só você não viu

Não quis pegar,

Não quis deixar-se flagrar

Não quis flagrar-se

Seus olhos me olharam

Só quando eu não podia ver

De longe, pelas costas,

Não quis ser flagrado

Nem por mim, nem por você

Distancia segura a sua

Cordial, gentil

Cavalheiro, só e distante

Depois buscou-me interessado,

Tentou desfazer impressões

Querendo me amar

Disse-me coisas

Reclamou minha ausência

Permaneceu só e distante

Fiquei só e distante também

É preciso que construa pontes

Que transponham as muralhas do talvez...



Vera Celms

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