quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A VERDADE DAS COISAS



Ofereci colo as borboletas
Ofereci abrigo a chuva
Dei a mão, ao vento
Soprei as rochas do caminho
Tirei do suor do rosto de uns,
para aumentar o prazer de outros
Provoquei as tempestades,
que se afastaram
Cobri o sol com a mão,
que a ignorou, inundando meu rosto
Chorei por quem falsas palavras pronunciou
E odiei a quem nem conheci
Responsabilizei Deus por todas as coisas
Tanto por aquelas que não me favoreceram
Como pelas outras que tanto me beneficiaram
Quando não recebi respostas aos meus pedidos
Não questionei se as merecia
Preferi duvidar da existência de quem as desse
Olhei para trás, no momento do vendaval
E vi todas as coisas já ruídas
As imagens que se formaram,
eram só reflexos holográficos do que eu quis,
Estendi as mãos, e todos passaram por elas
Abri os braços, e todos passaram por eles
Abri meu coração,
e todos procuraram minhas mãos e braços estendidos
Entendi então, que a verdade edifica
Que o amor constrói
E que as vezes, é só um chacoalhão que nos faz despertar...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho A VERDADE DAS COISAS de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
 


2 comentários:

  1. Olá, Vera!
    o que escreve encanta, é profundo e passa uma mensagem que deve de ser bem entendida.
    seus blogs são fantásticos.

    ag

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, querido A.Gomes, seu comentário me anima... beijos, volte sempre...

    ResponderExcluir

O que achou?