domingo, 15 de setembro de 2013

SABEMOS VOAR





Novo cabo de guerra
Entre a emoção e a razão
Entre a sorte e a labuta
 Entre a certeza e dúvida
O coração diz pra eu te buscar
E a razão me prova que não
O coração diz que você me espera
E a razão, não acredita
Novo cabo de guerra
Entre o demônio e a divindade
Jogo equilibrado, dura batalha
Então, mau intencionado,
O demônio larga o cabo
E as minhas esperanças,
sentadas no chão,
Aguardam que eu me decida
Olho, espio, vigio, penso,
Sem saber o que fazer,
Nada digo,                  
Espero somente, que as coisas decidam,
O lugar para se acomodarem
Não tomo qualquer decisão,
Permaneço sentada no chão
A beira do precipício
É o passo atrás,
que pode nos levar em frente...
Mas, jamais saberemos
se algum dia soubemos voar
O precipício nos mostraria, afinal
Combinemos então, cruzar nossas rotas de voo
Eu pulo, no escuro...
Afinal, sob a luz do luar,
quem é que não fotografa bem?

Vera Celms

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