domingo, 29 de dezembro de 2013

DEZEMBRO SE VAI





É com um Menino no colo,
que parte dezembro...
Reunindo lembranças,
Provocando o balanço, em cada um de nós...
Todos os outros meses,
rendem-se resignados,
Cada um mostra de si, como num desfile,
Retrospectiva de todo um ano,
em nosso ânimo...
Enquanto mantém, dezembro, os olhos no horizonte,
Esperanças, novinhas em folha,brotam
Sabemos que encontraremos o amargo na boca,
várias vezes, por mais que tentemos adoçar,
Afinal, lá vai dezembro,
Com o rosto sulcado,
Com as mãos cansadas,
Com as experiências esgotadas,
Carregando troféus e cruzes
Louros e lodo
A alma, aos pulos, festeja,
Os olhos, aos poucos marejam,
Ainda que por um momento,
Estaremos sós, diante de nós,
Pulando ondas, trocando presentes,
Com os olhos fixos no que virá,
Esperança que só cresce,
Como se o mundo, parasse de rodar
E só voltasse no ano que vem
Com a vida corrente novamente
Com a rotina em seu lugar
Lá se vai dezembro, ancião grato,
Recebendo janeiro de braços abertos,
FELIZ ANO NOVO a todos nós...

Vera Celms
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domingo, 15 de dezembro de 2013

JOÃO BOSCO & HAMILTON DE HOLANDA - linha de passe


NAQUELA MESA Zélia Duncan, Hamilton de Holanda e Nilze Carvalho


VERSÃO ORIGINAL COM ELIZETH CARDOSO canta ao lado da esposa de Jacob do Bandolim... (música escrita por Sérgio Bittencourt em homenagem ao pai, Jacob do Bandolim): Elizeth Cardoso - Naquela mesa

Especial Nelson Gonçalves


Nelson Gonçalves - A volta do Boêmio - Folha Morta - Deusa do asf


FÊMEA FERIDA





Não esperava flores,
Nem serenata,
Um afago, talvez um beijo,
Um pedido de desculpas,
Afinal, não é todo dia
que um amor, diz não me conhecer
Chamada diante da rival,
Exposta, e negada
Era eu ali, nua desconhecida
Seu olhar disfarçou ausente
Suas palavras não eram minhas
Sua atenção não era minha
Contigo, outra mulher
Teus beijos não eram mais meus
Tua excitação não era mais minha
E quando esperava acordar,
Me disse adeus,
Agora volta,
Como se nada tivesse acontecido,
Interessado, excitado,
Sondando a fêmea ferida,
Chega de mansinho, afaga,
Confessa saudade,
Mostra excitação,
Mas esquece,
Que para uma fêmea ferida,
Só há volta, depois do perdão...

Vera Celms
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

QUE DIGAM AS BORBOLETAS





Com o tempo descobri,
que as borboletas que voavam no meu estômago,
a cada vez que o via... 
saiam das minhas entranhas,
a cada vez que nos amávamos...
Ele sempre soube,
exatamente como dizer as coisas,
ainda que essa coisa, nem se chame coisa,
se chame amor...
Sempre soubemos
que um dia nos encontraríamos
e poríamos todas as borboletas,
as minhas e as dele,
pra voarem juntas
fosse dentro, e ou fora de nós
Nossos olhares sempre foram
reveladores,
provocadores,
determinantes
incontestáveis, irreleváveis,
inevitáveis e puros,
e nossos,
Nossos olhares, como nossos arrepios,
sempre foram nossos...
Que digam as borboletas!

Vera Celms
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domingo, 1 de dezembro de 2013

AMOR CHEGADO






Sair ali fora e ver você,
Materialização do meu sonho
Chegado,
ali fora,
Ao alcance da mão, toque possível
Salivação presente,
Brilhante olhar
Príncipe e sonho idealizados,
Princesa e desejo incendiados,
Ansiosa e acesa,
Desejosa e afeita...

Vera Celms
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