segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

QUE DIGAM AS BORBOLETAS





Com o tempo descobri,
que as borboletas que voavam no meu estômago,
a cada vez que o via... 
saiam das minhas entranhas,
a cada vez que nos amávamos...
Ele sempre soube,
exatamente como dizer as coisas,
ainda que essa coisa, nem se chame coisa,
se chame amor...
Sempre soubemos
que um dia nos encontraríamos
e poríamos todas as borboletas,
as minhas e as dele,
pra voarem juntas
fosse dentro, e ou fora de nós
Nossos olhares sempre foram
reveladores,
provocadores,
determinantes
incontestáveis, irreleváveis,
inevitáveis e puros,
e nossos,
Nossos olhares, como nossos arrepios,
sempre foram nossos...
Que digam as borboletas!

Vera Celms
Licença Creative Commons
Este obra de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que achou?