domingo, 19 de janeiro de 2014

SAUDADE TATUADA








 Imenso sempre foi, meu amor
Estive só e em silencio,
Caminhando a tua margem
Acostamento sempre sombrio
Mantive os olhos na luz, ao final do túnel
Que nunca chegou,
Sonhei que voltavas,
E nunca voltou
Sonhei que me convidava a dançar
Sonhei que me ensinava a voar
Que cobria meu corpo com pétalas
E que mantinha a luz do quarto acesa,
me convidando a entrar               
Nunca acesa encontrei a luz
Nem aberta tua porta
Teus pensamentos, encontrei pelo caminho
E o teu perfume,
senti no vapor das minhas lágrimas, 
na fronha ainda quente
Tanto te quero,
Mas, me ignoras a tua comodidade
Me relegas aos teus vãos momentos
Palavras, só de esquiva
Carinhos só de consolo
Jamais meu,
Incógnito, escondido
De tanto pensar em ti,
Sem poder revelar-te,
Tatuei no corpo, simplesmente: SAUDADE ...

Vera Celms
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SAUDADE TATUADA de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

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