domingo, 27 de abril de 2014

VOCÊ VIRÁ





Transborda tua luz,
Vibra comigo,
Pressinto tua chegada
Sinto tua presença,
Não preciso te localizar no meu radar,
Basta-me saber que existe,
Que pensa em mim
Que é meu...
E que vai chegar,
Louco por mim...
O mais, é vida que segue,
E eu, contigo, seguindo nela...

Vera Celms

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sábado, 19 de abril de 2014

NÃO SE ESCREVE NAS ESTRELAS





Como entender o destino,
Se nele nem acredito
Passa tempo, cruza a linha
Faz história, nada conta,
Afinal o destino se conta só,
Ou pelas cartas de tarô,
Alguns chamam de sorte,
Lê-se a sorte pelas mãos,
Pela borra do café,
Faz-se mapas das estrelas,
ainda que nada se escreva nelas...
Conta-se o tempo no relógio,
Nos calendários, nas fases da lua,
Posso não acreditar em destino,
Mas, defendo a história de cada um ...

Vera Celms
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

Enigma ♫ Sensing The Spheres

terça-feira, 8 de abril de 2014

ELE de ELISA LUCINDA !!! Linda, poderosa, amo-a !!!


Já começa a beijar o meu pescoço
com sua boca meio gelada meio doce,
já começa a abrir-me seus braços
como se meu namorado fosse,
já começa a beijar a minha mão,
a morder-me devagar os dedos,
já começa a afugentar-me os medos
e dar cetim de pijama aos meus segredos.
Todo ano é assim:
vem ele com seus cajás, suas oferendas, suas quaresmeiras,
vem ele disposto a quebrar meus galhos
e a varrer minhas folhas secas.
Já começa a soprar minha nuca
com sua temperatura de macho,
já começa a acender meu facho
e dar frescor às minhas clareiras.
Já vem ele chegando com sua luz sem fronteiras,
seu discurso sedutor de renovação,
suas palavras coloridas,
e eu estou na sua mão.

Todo ano é assim:
mancomunado com o vento, seu moleque de recados,
esse meu amante sedento alvoroça-me os cabelos,
levanta-me a saia, beija meus pés,
lábios frios e língua quente,
calça minhas meias delicadamente
e muda a seu gosto a moda de minhas gavetas!
É ele agora o dono de meus cadernos, meu verso, minha tela,
meu jogo e minhas varetas.
Parece Deus, posto que está no céu, na terra,
nas inúmeras paisagens,
na nitidez dos dias, no arcabouço da poesia,
dentro e fora dos meus vestidos,
na minha cama, nos meus sentidos.
Todo ano é assim:
já começa a me amar esse atrevido,
meu charmoso cavalheiro, o belo Outono,
meu preferido.
Elisa Lucinda

QUE DÓ !!!!

domingo, 6 de abril de 2014

SÓ A CAMA ERA DE CASAL





Um dia acordei mais cedo
Num daqueles dias que adormeci na madrugada
Olhei em volta, e me achei só, mais uma vez,
Diante da TV...
E no próximo, voltei a notar
E no outro, também
E no seguinte, também
Então, tive a certeza,
de estar só há tanto tempo,
que nem notava mais...
E como todos os dias,
Só levantei do sofá, depois da cama desocupada
Troquei os lençóis, como todos os dias,
Mas, nesse dia foi diferente...
Pois só então me admiti, usar a cama toda...
Afinal, isso devia ter acabado,
enquanto ainda podia chorar...

Vera Celms
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sexta-feira, 4 de abril de 2014

O FANTÁSTICO MILAGRE DA VIDA !!!



NÃO CURTO MUITO FUNK MAS ESSE TÁ FODA !

Um FUNK, que até eu, que não gosto, tenho prazer em compartilhar. Afinal, a função social!!! VIVA!!! PARABÉNS !!!