domingo, 31 de agosto de 2014

FALTA DE VOCÊ





Nunca mais vi seus olhos buscando os meus,
Nunca mais senti seu faro sobre meus desejos
não mais você,
não mais pra mim...
Poucas, mas tão intensas vezes,  tive você
Porta fechada,
luz do dia invadindo o espaço pela janela
Imaginei tuas mãos em mim
Senti você tão perto, tão meu,
E de repente, não mais...
Nem eu estava lá,
nem você estava em mim
Nem eu soube mais  quem sou...
Me falta você !!!

VERA CELMS
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FALTA DE VOCÊ de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

sábado, 30 de agosto de 2014

JACOB DO BANDOLIM - NAQUELA MESA.wmv




NAQUELA MESA ELE SENTAVA SEMPRE
E ME DIZIA SEMPRE O QUE É VIVER MELHOR
NAQUELA MESA ELE CONTAVA HISTÓRIAS
QUE HOJE NA MEMÓRIA EU GUARDO E SEI DE COR

NAQUELA MESA ELE JUNTAVA A GENTE
E CONTAVA CONTENTE O QUE FEZ DE MANHÃ
E NOS SEUS OLHOS ERA TANTO BRILHO
QUE MAIS QUE SEU FILHO EU FIQUEI SEU FÃ

EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO
UMA MESA NUM CANTO UMA CASA E UM JARDIM
SE EU SOUBESSE QUANTO DÓI A VIDA
ESSA DOR TÃO DOÍDA NÃO DOÍA ASSIM

AGORA RESTA UMA MESA NA SALA E HOJE NINGUÉM MAIS FALA NO SEU BANDOLIM
NAQUELA MESA TÁ FALTANDO ELE,
E SAUDADE DELE TÁ DOENDO EM MIM
NAQUELA MESA TÁ FALTANDO ELE,
E SAUDADE DELE TÁ DOENDO EM MIM

AGORA RESTA UMA MESA NA SALA E HOJE NINGUÉM MAIS FALA NO SEU BANDOLIM
NAQUELA MESA TÁ FALTANDO ELE,
E SAUDADE DELE TÁ DOENDO EM MIM
NAQUELA MESA TÁ FALTANDO ELE,
E SAUDADE DELE TÁ DOENDO EM MIM

EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO UMA MESA NUM CANTO
UMA CASA E UM JARDIM
SE EU SOUBESSE QUANTO DÓI A VIDA ESSA DOR TÃO DOÍDA NÃO DOÍA ASSIM
AGORA RESTA UMA MESA NA SALA E HOJE NINGUÉM MAIS FALA NO SEU BANDOLIM
NAQUELA MESA TÁ FALTANDO ELE,
E SAUDADE DELE TÁ DOENDO EM MIM
NAQUELA MESA TÁ FALTANDO ELE,
E SAUDADE DELE TÁ DOENDO EM MIM

TÁ DOENDO EM MIM...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Pensando em você - Paulinho Moska

Paulinho Moska Namora Comigo

PAULINHO MOSKA - A IDADE DO CÉU

Lulu Santos - Vale de Lágrimas

Lulu Santos - Fullgas

Você é um Envelhescente?



Mário Prata

Se você tem entre 45 e 65 anos, preste bastante atenção no que se segue. Se você for mais novo, preste também, porque um dia vai chegar lá. E, se já passou, confira.
Sempre me disseram que a vida do homem se dividia em quatro partes: infância, adolescência, maturidade e velhice. Quase correto. Esqueceram de nos dizer que entre a maturidade e a velhice (entre os 45 e os 65), existe a ENVELHESCÊNCIA.
A envelhescência nada mais é que uma preparação para entrar na velhice, assim com a adolescência é uma preparação para a maturidade. Engana-se quem acha que o homem maduro fica velho de repente, assim da noite para o dia. Não. Antes, a envelhescência. E, se você está em plena envelhescência, já notou como ela é parecida com a adolescência? Coloque os óculos e veja como este nosso estágio é maravilhoso:
— Já notou que andam nascendo algumas espinhas em você? Notadamente na bunda?

— Assim como os adolescentes, os envelhescentes também gostam de meninas de vinte anos.

— Os adolescentes mudam a voz. Nós, envelhescentes, também. Mudamos o nosso ritmo de falar, o nosso timbre. Os adolescentes querem falar mais rápido; os envelhescentes querem falar mais lentamente.

— Os adolescentes vivem a sonhar com o futuro; os envelhescentes vivem a falar do passado. Bons tempos...

 — Os adolescentes não têm idéia do que vai acontecer com eles daqui a 20 anos. Os envelhescentes até evitam pensar nisso.

— Ninguém entende os adolescentes... Ninguém entende os envelhescentes... Ambos são irritadiços, se enervam com pouco. Acham que já sabem de tudo e não querem palpites nas suas vidas.

— Às vezes, um adolescente tem um filho: é uma coisa precoce. Às vezes, um envelhescente tem um filho: é uma coisa pós-coce.

 — Os adolescentes não entendem os adultos e acham que ninguém os entende. Nós, envelhescentes, também não entendemos eles. "Ninguém me entende" é uma frase típica de envelhescente.

— Quase todos os adolescentes acabam sentados na poltrona do dentista e no divã do analista. Os envelhescentes, também a contragosto, idem.

— O adolescente adora usar uns tênis e uns cabelos. O envelhescente também. Sem falar nos brincos.

— Ambos adoram deitar e acordar tarde.

— O adolescente ama assistir a um show de um artista envelhescentes (Caetano, Chico, Mick Jagger). O envelhescente ama assistir a um show de um artista adolescente (Rita Lee).

— O adolescente faz de tudo para aprender a fumar. O envelhescente pagaria qualquer preço para deixar o vício.

— Ambos bebem escondido.

— Os adolescentes fumam maconha escondido dos pais. Os envelhescentes fumam maconha escondido dos filhos.

— O adolescente esnoba que dá três por dia. O envelhescente quando dá uma a cada três dia, está mentindo.

— A adolescência vai dos 10 aos 20 anos: a envelhescência vai dos 45 aos 60. Depois sim, virá a velhice, que nada mais é que a maturidade do envelhescente.

— Daqui a alguns anos, quando insistirmos em não sair da envelhescência para entrar na velhice, vão dizer:

—  É um eterno envelhescente!
Que bom.

O texto acima foi extraído do livro "100 Crônicas", Cartaz Editorial/Jornal O Estado de São Paulo, São Paulo, 1997, pág. 13.


domingo, 24 de agosto de 2014

ARTROUTES



INSPIRADA NO SITE "ARTROUTES" do particular amigo CRISPIM A CAMPOS  
A IMAGEM DE FUNDO USADA NO POEMA É FLASH DE OBRA CONSTANTE NO SITE. ACESSEM O LINK ACIMA, VISITEM !!!

Espreitas a vida diante do espelho,
Por detrás das vidraças embaçadas,
Figuras sem identidade,
Sem nomes, nem números,
Impreciso olhar,
Altares e escudos,
Motivos escusos,
Perfis anônimos,
Assuntos lacônicos,
...”Narciso acha feio, o que não é espelho,”...
Não se respeita, o que não se explica,
Não se confia, em reflexos
Antevertido tronco sobre espelho d´água
Nudez ocultada em olhos semicerrados,
Arte, linguagem de alma crua,
Estrada aberta a mão
Peito afogado em paixão
Seguro-te em riste, a frente,
Faço-te flamular em mim,
Olhos, tato, salivar,
Guarda cada impressão,
Da vida, para que entenda,
Da sorte, para que enfrente,
Da morte, para que reinvente
Fala-se de vida, de sorte, de morte,
Na pena, na cerda,
na certa, é preciso arte...

VERA CELMS
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PRU QUÊ de POMPÍLIO DINIZ com ROLANDO BOLDRIN !!!



Pru quê tu chora, pru quê?
Pru quê teu peito saluça
e o coração se adebruça
nos abismo do sofrê?
Tu pode me arrespondê?
Pru quê tua arma suzinha
pelas estrada caminha
sem aligria mais tê?

Pru quê teus óio num vê
e o coração não escuita
no sacrificio da luita
este cunvite a vivê?
Eu te prugunto! Pru quê?
Pru quê teus pé já sangrando
cuntinua caminhando
pela estrada do sofrê?
Pru quê tua boca só fala
das coisa triste da vida
que muita veiz esquecida
dentro do peito se cala?
quando o amô prefume exala
pru quê tu mata a simente
dessa aligria inucente
que no seu sonho se embala?
Pru quê que teu coração
é cumo um baú trancado
e dento dele guardado
só desespero e afrição
Pru quê num faiz meu irmão
uma limpeza lá dentro
varrendo cô pensamento
os ispim da mardição?
Pru quê tu véve agarrado
nas asa desse caixão
que carrega a assumbração
desse difunto, o passado?
Se tu já véve cansado,
interra todo o trumento
na cova do isquicimento
pra nunca mais sê lembrado
Despois disso, vem mais eu...
vem ouví pelas estrada
o canto da passarada
que em seu peito imudeceu.
escuita a vóz das cascata,
chêra o prefume das mata,
óia os campo, tudo é teu...
Aprende côs passarim
que só tem vóz pra canta
com o suor que nasce cedim
e vem teu frio esquentá
Óia as estrela, o luar
mas antes de tu querê
isso tudo arrecebê
aprende primeiro,
a dá!

( Pompílio Diniz )

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

BALIZA PERFEITA

LUC FERY

domingo, 10 de agosto de 2014

HISTÓRIAS ARQUIVADAS



Acho que as histórias, de alguma forma se cruzam e se repetem. Algumas, fazem morada, outras não.
Há histórias minhas que vejo se repetirem nos jovens da minha vida. Não falo nem DESSA história, desse ELE... desse VOCÊ... mas, das histórias da vida que se fazem e se escrevem e se repetem.
Vivi algo na minha vida, que infelizmente, fui eu que tive de acionar o DELETE, mesmo contra a minha vontade, e aí, só restou apontar os culpados.
Alguns capítulos ainda se escreveram, mas jamais uma nova história, ou jamais a continuidade do mesmo enredo.
Garanto,  que o que nos faz sofrer é misto de saudade, por ausência, por abstinência,  mas muito de costume. Algo que fazemos nosso, ao longo do tempo. Seja por merecimento ou posse.
Julgamo-nos donos da situação, da história, do outro, dos frutos havidos e ocorridos e não vemos a necessidade de conferir, se aquele que escreve a mesma história conosco, é peso fiel o suficiente, para mover e/ou continuar movendo a gangorra.
Tudo é, ou deveria ser equilíbrio, independente da nossa vigília. E deixamos correr solto demais. Exercemos pouco a nossa necessária curiosidade sobre o outro.
Nesse caso específico, não há culpados, só uma bifurcação no caminho.
Esse caminho, pode voltar a bifurcar-se, levando a novos caminhos,  ou por curva natural, voltar à mesma estrada original.
O amor, é política, é sorte, é destino.  Pode ser conveniência, vicio, posse, costume.
O tempo não curará, mas definirá o rótulo que receberá, uma vez já depositado na prateleira da vida.  Este rótulo, pode ser trocado, alterado, removido, apagado, reescrito ou registrado só depois do tempo passado.
Nada é definitivo, nem o sim, nem o não, nem mesmo o talvez.
Não é porque o caminho bifurcou, que a caminhada não foi bem sucedida. Foi feliz enquanto durou, e como disse acima, pode rebifurcar, reescrevendo novas trajetórias (para ambos os caminhantes), ou retornar a mesma estrada e continuar àquela mesma caminhada inicial.
É preciso tempo e paciência, muita paciência.  É preciso maturidade, clarividência, generosidade.
É preciso estar atento sempre, para não deixar a vida passar em branco, enquanto a olhamos, lá da arquibancada do sofrimento.
A vida continua, diferente, mas continua.
Sofrer é inevitável, deixar-se abater é opcional.

VERA CELMS
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domingo, 3 de agosto de 2014

AQUI FORA





Disse-me adeus,
Entre dentes, baixinho, sussurrado,
Em outras palavras talvez,
Nervoso, contrariado,
Só porque não enxergamos as mesmas coisas,
Só porque o que queria,
Não era o mesmo que eu queria,
Sem se preocupar em contornar a situação,
Sem tentar me ouvir,
Bateu a porta,
Me deixou pra fora,
Do seu momento,
Da sua intenção,
Da sua vida,
Nada mais lhe importou saber,
Não perguntou,
Não questionou,
Não indagou de mim sobre minhas razões,
Não tem importância,
Ficarei aqui fora,
Olhando a luz da sua janela acender,
Por quantas noites durar o seu isolamento,
Torcendo pra você olhar, por uma fresta espiar,
E aqui fora me encontrar,
Disposto a me acolher,
A me abraçar,
E de novo me querer,
Então me levar no colo,
Pra dentro da sua vida, novamente...

Vera Celms
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