sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A VIDA É CURTA







Difícil manter a presença leve,
Impossível não chorar,
quando não é solidão,  é saudade
Difícil continuar te amando,
quando tudo é motivo pra que eu não te ame
Procuras motivos pra me dizer que é impossível
Se esconde em crenças e motivos vagos,
Agarra-se a figuras sonhadas, imaginadas,
A fantasmas criados pela sua necessidade de afastar-se
Enquanto assumia-me amor, tudo era sorriso...
a felicidade em nós era flagrante,
era nossa, era fruto de todas as nossas certezas...
Impossível que não derrame tuas lagrimas,
ainda que seja por lembrar,
ou por não saber o que fazer com a insegurança,
Quem foi que disse que Deus condena amor?
Quem foi que inventou o pudor?
Quem foi que inventou o pecado?
Aqueles que atribuem guerras e conflitos a Deus?
Aqueles que pregam que podem curar o incurável?
Não quero me curar de amor,
Não quero descartar felicidade,
Quero viver o que tiver de viver,
E que provem, aqueles que julgam errado,
ou que assumam que só não aceitam o que lhes é desconhecido...
ou que lhes falta coragem ...
Legião de acovardados pela vida a fora...
Continuarei a manter meu amor aberto,
disponível para a nossa felicidade...
Não espere ser tarde demais,
Não espere ter de buscar atalhos, depois do tempo passado,
Do lado errado, a cerca pode ser alta demais...
Assuma aquilo que trouxe de Casa (do Pai)...
Seja como for... seja você...
Ama-me, pois ainda te amo...
É feliz, quem é dono absoluto de seu coração...
Doa o que doer... mas, doer,  vai não...

Vera Celms
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