domingo, 8 de fevereiro de 2015

UM TAL MEDEIROS





Tantas palavras lindas,
Algumas perfumadas,
Outras coloridas, enriquecidas,
Agora era a certeza, de que deveria nutrir aquilo,
até transformar-se em amor...
Segundo ele, era uma sementinha,
Algo que deveria começar pequeno,
O precisar de alguém
O admirar alguém
O querer e desejar alguém
As coisas flutuavam na direção certa,
Tudo pareciam flores,
Até que um dia, abri a mão,
Qual não foi minha surpresa,
As palavras se soltaram, como balões de ar,
E se perderam no universo,
Que agora sufocava-se também de palavras venenosas,
Aqueles balões eram de gás venenoso,
Pra nada serviam
Só pra ludibriar quem desse atenção a elas...
É o que se pode esperar de repentinos amores avassaladores,
E assim, aquele podre amor, sumiu...
Nunca mais ninguém viu...

Vera Celms
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UM TAL MEDEIROS de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

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